Nem direita, nem esquerda volver | MUVUCA POPULAR

Sábado, 20 de Outubro de 2018

ARTIGOS Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018, 10h:39 | - A | + A




Nem direita, nem esquerda volver

Nem direita, nem esquerda volver

1964 e 1985 marcaram regimes políticos distintos no Brasil, todavia, a indefinição e/ou confusão a respeito da unidade e identidade brasileiras como Nação remonta a Independência de 1822.

Todo o período do Império foi marcado pela busca da unidade e formação da identidade brasileiras, consubstanciado na Monarquia, a partir de um processo cultural e político instável.

Vem a República (Velha), na tentativa de romper com os resquícios dinásticos, elevando novos símbolos e heróis nacionais, fortalecidos pelo republicanismo e o positivismo estampados em nossa bandeira com o lema Ordem e Progresso, que, aliás, o ex-Presidente Vargas, não hesitou em participar da Aliança de Nações, em defesa da democracia.

Em suma e na essência: até onde a dialética sem essência vai nos afundar? Partidos com aparência de partido não garantem candidatos com essência político-ideológica genuína que fortaleçam pratica e pragmaticamente a Nação
Daí em diante, o Nacionalismo de Estado busca, também, incutir no ideário popular o espírito de Nação una e independente; livre e democrática, porém, interrompida por um período de conflito ideológico em torno das reformas de base de João Goulart.

Curiosamente, o período de penumbra positivista efetivou as reformas de base, principalmente, em torno da reforma agrária, além de proporcionar a democracia, a partir da anistia política e eleições diretas.

Após vinte anos de regime político ditatorial (quando os que apoiavam-na foram rotulados de direita; e os que não, de esquerda), com alternância de poder entre os presidentes-generais, a democracia brasileira foi reconquistada com seu regimento jurídico-legal - Constituição de 1988 - que volta a ser exercida com o poder emanado pelo povo, quando, este, organizado e esclarecido politicamente.

Nesse processo histórico-dialético, onde aparência se confunde com essência; cultura, política e educação, hão de avançar além dos interesses imediatos.

Esquerda e direita em suas truculências dialéticas possuem em comum o interesse pelo poder do Estado, entretanto, têm ojeriza das propostas de privatizações de estatais de características privadas e cortes de subsídios privilegiados, respectivamente.

Esse será o enfrentamento necessário nos embates que precedem as campanhas políticas atuais, enfatizando, ainda, a estabilidade inclusiva, o nacionalismo tácito e a abertura soberana e segura através do desenvolvimento científico-tecnológico.

Portanto, nem direita e nem esquerda mesquinhas e acomodadas volver, e esse vácuo há de ser superado, assim como se pretendeu desde o Plano Real, quando uma moeda nacional forte deu orgulho, poder de compra e relativo bem-estar a seu povo.

 A ordem importa, pois, possibilita resultados coletivos eficientes; o caos, foi apenas uma desordem (im)pensada pela Natureza Superior. Analogamente, assim como num conserto sinfônico a ordem impera; numa banda de rock ela é implícita, mas, existe.

 Sempre na regra.

ERNANI LÚCIO PINTO DE SOUZA é economista do Niepe/Fe/UFMT

 

 
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