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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

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CRISE FINANCEIRA

Governo atrasa repasses e Unemat deve milhões aos fornecedores

Enquanto o governo gasta milhões na Caravana da Transformação, a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) continua passando por sérias dificuldades financeiras, que envolvem pagamento de fornecedores, auxílio alimentação para estagiários e bolsas de estudos aos acadêmicos.

Acontece que, desde julho do ano passado, o governo atrasa constantemente os repasses à instituição. A situação gerou, por exemplo, um protesto dos vigilantes que cuidam da segurança dos 13 campus da unidade em Mato Grosso.

Durante o período do carnaval, os trabalhadores ameaçaram interromper as atividades em todos os polos da Unemat no estado. O contrato com a empresa de vigilância é terceirizado e atende a instituição de uma forma global. A situação só foi resolvida com muita pressão e na última hora pelo governo.

Os atrasos também comprometem o pagamento de bolsa-alimentação aos estagiários e de bolsa-auxílio aos estudantes que desenvolvem projetos científicos pela Unemat.

A principal receita da Unemat é garantida por uma lei estadual que prevê que o governo separe 2,5% da receita liquida do estado para o empenho de pagamento das despesas da instituição.  O governo alega crise financeira para justificar os constantes atrasos.

Ao todo a Unemat conta com mais de 22 mil alunos distribuídos em 60 cursos de graduação (oferta continuada) e outros 129 cursos de graduação em modalidade diferenciada. A instituição possui campus nas cidades de Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres
Cáceres, Colíder, Diamantino, Juara, Luciara, Nova Mutum, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra.

Unemat Cáceres

No final do ano passado os estudantes da Unemat de Cáceres usaram fitas de lacre em algumas salas para simbolizar a falta de pagamento dos fornecedores da instituição.

Os estudantes cobravam do governo uma dívida de R$ 9 milhões, pois as prestadoras de serviços não aceitavam mais fazer a manutenção da unidade, enquanto os pagamentos não fossem regularizados.  

Entenda o caso AQUI 

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