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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

EDUCAÇÃO Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018, 09h:49 | - A | + A




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Seduc contesta dados da Unicef sobre evasão escolar em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc-MT) publicou nota de esclarecimento sobre a evasão escolar, em que mais 61 mil alunos, de 4 a 17 anos, ficarão fora das salas de aula em Mato Grosso, durante o ano letivo de 2018. Os dados são do relatório do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), que o site MPopular produziu matéria com o enfoque para a realidade regional.

Na nota, a Seduc  disse que criou o maior programa educacional da história de Mato Grosso – o Pró-Escolas – que prevê investimentos de R$ 360 milhões em reformas e construção de novas unidades escolares.   

No entanto, na visão do presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, o Pró-Escolas é uma política unilateral que não prioriza as mais de 700 escolas da rede estadual de ensino.

Segundo Lopes, com o orçamento da Seduc (calculado em mais de 3 bilhões em 2018) daria para se pensar em políticas no sentido de atender todas as unidades e não apenas meia “dúzia de escolas do Ensino Médio”. Isso seria possível, conforme o professor, se o governo não concedesse tanta renúncia fiscal que acaba superando o orçamento para a Educação.

Para resolver o problema da evasão, a Seduc também informou que desenvolve projetos como o Escola Plena, em que 40 unidades no Estado funcionam em tempo integral.

A informação também é contestada por parte da comunidade escolar, que alega autoritarismo na implantação do Escola Plena.

Em Paranatinga, o projeto irá funcionar na Escola Estadual Apôlonio Bauret, que hoje abriga 1200 alunos. Desse universo apenas 400 se enquadram no modelo de escola em tempo integral. O resultado é que 800 estudantes da Apolônio serão redistribuídos para outras escolas. Muitos desses alunos terão que estudar em unidades distantes de suas localidades.

A Seduc também garantiu que possui vagas para abrigar os 61.304 estudantes que estão fora da sala de aula em Mato Grosso. Segundo a pasta foram abertas mais de 20 mil vagas para o ano letivo de 2018.

Dados da Unicef

De acordo com a Unicef, dos mais de mais de 2,8 milhões brasileiros entre 4 e 17 anos que estão foram da escola, 61.304 são de Mato Grosso. O estado é considerado o segundo da da região Centro-Oeste com maior número de meninos e meninas que não deverão ir às salas de aulas em 2018. 

Ainda de acordo com as informações da Unicef, no Estado, 23.208 têm entre quatro e cinco anos, 5.255 têm entre 6 a 14 anos, e 32.842 estão na faixa etária dos 15 a 17 anos. 

A leia matéria na íntegra aqui.

Confira a nota da Seduc na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre crianças e adolescentes fora das escolas, a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) informa que:

1 – Garante às crianças e adolescentes o direito ao acesso à escola;

2 – Com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino e alavancar os indicadores educacionais no estado, a atual gestão criou o maior programa de investimentos da história da educação de Mato Grosso - com um investimento de R$ 360 milhões para reforma e construções de unidades escolares em 2017 e 2018;

3 – Destaca que até o momento, o Governo do Estado inaugurou 20 novas unidades escolares e que rede estadual possui vagas disponíveis com capacidade de atendimento a todos os estudantes. Para ano letivo de 2018, foram disponibilizadas 20 mil novas vagas, que ainda estão disponíveis para a população;

4 – Também investiu em projetos como correção de fluxo, Avalia-MT, Muxirum da Alfabetização, Escola Plena – com 40 unidades de ensino integral, quatro novas Escolas Militares Tiradentes e o projeto Anjos da Escola, que em suas ações pautam a necessidade de incluir o aluno no processo educacional, buscando garantir o acesso permanência e sucesso escolar;

5 – Para a faixa etária de 15 aos 17 anos, mantém projetos estratégicos para monitoramento da frequência escolar e redução da evasão no Ensino Médio, além da Escola Digital, que é um atrativo para o aluno;

6 – Para crianças de 4 e 5 anos, a Seduc fortaleceu as ações de redimencionamento escolar e vem discutindo e organizando, gradativamente, com os municípios a reorganização da demanda na rede pública de ensino. Para tanto os municípios atendem alunos de creche, de 4 e 5 anos, 1º ciclo até o 5º ano do 2º ciclo; e o Estado atende estudantes a partir do 6º ano, 3º ciclo e Ensino Médio;

7 – Reforça que mantém o diálogo e ações intersetoriais, entre as Secretarias de Educação, Assistência Social e Saúde, nos municípios, para a identificação de crianças e adolescentes que estejam fora da escola e adotar as medidas necessárias para o processo de matrícula dos mesmos, implementação de políticas e projetos de permanência do aluno na escola. Além do diálogo e envolvimento das famílias.

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