Mariana Xavier sobre ditadura da magreza: "Decidi que eu não ia me punir pro resto da vida" | MUVUCA POPULAR

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

ENTRETENIMENTO Quarta-feira, 04 de Julho de 2018, 10h:51 | - A | + A




ETERNA MARCELINA

Mariana Xavier sobre ditadura da magreza: "Decidi que eu não ia me punir pro resto da vida"

Por: GLAMOUR

Mariana Xavier é uma das palestrantes do Glamour Beauty Festival 2018, que acontece neste sábado, 30. Ao lado de Fani Pacheco, Fluvia Lacerda e Thiessita, a atriz e apresentadora fala sobre o movimento do body neutrality. “Eu super me identifico com o body neutrality. O body positivity passa a ideia quase que inalcançável de amar seu corpo e se orgulhar dele incondicionalmente. O olhar neutro, mais compreensivo, tem mais a ver comigo”, comenta.

Ela, que está em cartaz com a peça “O Último Capítulo”, conta que nem sempre é fácil exaltar o próprio corpo: “Se eu pudesse escolher como num passe de mágica, eu não teria essa barriga. Se eu fosse uma farsante desse discurso autoestima, estivesse em uma loja com todas as formas de corpos disponíveis, eu escolheria o que eu tenho atualmente? Claro que não! Amar o nosso corpo é como o preceito bíblico de amar nossos inimigos.”

Mari relembrou a adolescência e falou sobre a época em que começou a tomar remédios pra emagrecimento. “Ao contrário do que muita gente pensa, eu não fui gorda, nem bem resolvida, nem militante a vida inteira. Eu sou uma vítima da ditadura da magreza”, diz.

“Até os 18 anos eu tinha um peso estável e com a mudança de rotina, eu comecei a engordar. E justamente por ser oprimida por um padrão estético, eu entrei num pensamento de que minha vida acabou. Eu tomei remédio pra emagrecer dos 18 aos 26, oito anos da minha vida me envenenando. Aos 26 caiu minha ficha de que eu não poderia mais colocar minha expectativa de felicidade nisso.”

E Mari vive um processo de autoaceitação hoje. “Decidi que eu não ia me punir pro resto da vida. Eu ia me entender nesse novo corpo. Meu corpo é só uma parte de mim, não é o que eu sou.”

“Hoje eu eu compartilho minhas histórias pra evitar que outras pessoas façam escolhas erradas. Estou salvando vidas”, conta Mari, que fala sobre o tema no seu canal no YouTube.

No Instagram, Mariana empodera e recebe comentários de mulheres que se identificam com ela, mas os haters, infelizmente, ainda estão presentes. “Quando você se expõe, é muito julgado, tanto para o bem quanto para o mal. Já recebi comentários assim: ‘se você se aceitasse tanto, não postaria foto de biquíni.’ Queria saber se falam isso pras magras.”

Mari, que levanta a bandeira do woman power, conta que já sofreu com o machismo no ambiente de trabalho. “Não foi nada muito gritante, mas já senti que um diretor desvalorizou minha opinião pelo fato de ser uma mulher. Os homens têm muita necessidade de impor sua autoridade, de grifar isso”, contou.

No talk, Mari falou que não sabe se perdeu papeis por ser gorda, mas relata gordofobia na área. “Já não te chamam para o papel de protagonista, é para ser a melhor amiga. Antes eu só era escalada para ser ‘a’ gorda. Os negros também sofre com isso, que também são vítimas dos preconceitos da sociedade.”

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