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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

GERAL Terça-feira, 06 de Novembro de 2018, 08h:56 | - A | + A




Delação Premiada

Controladoria quer compartilhamento de provas delatadas por Malouf

No requerimento, a Controladoria busca informações que possam subsidiar investigações e processos administrativos

Por: Gazeta Digital

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) solicitou ao ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), o compartilhamento de provas e documentos que se encontram anexados na delação premiada do empresário Alan Malouf, que narrou diversas situações envolvendo supostos crimes de caixa 2, esquemas e pagamento de propina durante a gestão do governador Pedro Taques (PSDB).

No requerimento, protocolado no dia 22 de outubro, a Controladoria busca informações que possam subsidiar investigações e processos administrativos, envolvendo empresas como a Consignum Gestão de Margem Consignável, Marmeleito Auto Posto, e 23 empresas envolvidas no esquema de fraudes a licitações na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) investigado na Operação Rêmora, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

A delação foi firmada em abril e teve sua ampla divulgação no dia 19 de outubro, após o ministro acatar pedido do Ministério Público Federal (MPF) e retirar o sigilo.

Consignum

De acordo com Alan Malouf, o empresário Willians Mischur teria doado quase R$ 1 milhão à campanha eleitoral de Pedro Taques (PSDB) ao cargo de governador do Estado, em 2014, para garantir a continuidade do contrato da empresa com o Estado para a oferta de empréstimos consignados aos servidores públicos do Executivo estadual.

O depoimento converge com o que o ex-governador Silval Barbosa já havia delatado, de que Mischur havia lhe dito que já tinha firmado um acordo com o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques.

Marmeleiro

O governador Pedro Taques teria assinado um contrato no valor de R$ 41 milhões com o posto de combustível Marmeleiro para garantir que o saldo remanescente da sua campanha eleitoral de 2014 ao governo do Estado fosse quitado.

Segundo Malouf, a empresa forneceu combustível durante a campanha, sendo que parte do fornecimento foi devidamente declarado. “Todavia ficou um saldo a pagar, "Caixa 2" e também em aberto na prestação de contas do PDT - partido pelo qual o governador foi eleito”, diz trecho da delação.

Rêmora

Em sua delação, Malouf confirmou e ratificou o que já havia dito no suposto esquema de corrupção ocorrido na Seduc, durante a gestão do governador Pedro Taques.

O esquema teria ocorrido por meio de fraudes a licitação, durante a gestão do então secretário Permínio Pinto Filho, indicado por Nilson Leitão, este último o suposto beneficiário do esquema ilícito, considerado o favorecimento de empresários que contribuíram para a própria campanha.

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