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Domingo, 09 de Dezembro de 2018

GOVERNO Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018, 15h:00 | - A | + A




Mobilização em dezembro

Aprosoja mobiliza produtores contra a taxação do agronegócio

Conforme presidente, os agricultores estão indignados e se mobilizando na base

Por: Helena Corezomaé

 

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) está convocando os produtores do estado para se reunirem em seus Núcleos e Sindicatos Rurais e discutir uma possível mobilização do setor do agronegócio.

“Os agricultores estão indignados e se mobilizando na base, no interior do estado, para um possível protesto na capital Cuiabá, caso haja a taxação”, declarou o presidente da Aprosoja, Antônio Galvan.

Conforme o presidente, a sociedade em geral acredita que o agronegócio não contribui com a arrecadação do Estado, por isso, o seguimento quer fazer uma manifestação para chamar a atenção de populares e autoridades. Galvan ainda declarou, que a crise no estado está relacionada à má gestão do governo, e não, ao fato do agronegócio ser isento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Taxar não resolve a ineficiência da gestão pública. Na verdade, isto tende a piorar, pois acredita-se que sempre terá alguém para pagar as contas. E a classe produtora, sobretudo a dos agricultores, não aguenta mais pagar a conta sem ter o devido retorno pelos serviços públicos", afirmou Antônio.

Campanha taxação já

A preocupação dos agricultores se deve a pressão que o setor vem enfrentando nas últimas semanas, com a campanha “Taxação já” feita por parlamentares. Inclusive, onze dos novos deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) são simpáticos à ideia de taxar o agronegócio, apenas três fazem oposição à cobrança de imposto ao setor.

Leia mais: Novatos na Assembleia Legislativa defendem taxação do agronegócio 

A necessidade de aumentar a arrecadação do estado tem preocupados os novatos na assembleia, que enxergam a medida, como uma alternativa viável para os problemas financeiros que Mato Grosso enfrenta.

Outro defensor da taxação é o senador eleito Jayme Campos (DEM), que fez várias declarações para que o setor não seja mais isento do ICMS.

“E eu pergunto qual a participação desse setor na receita do Estado? Eles não pagam coisíssima alguma. E tem que cobrar, não tem muita saída para MT. O setor do algodão, a margem de lucro aqui em R$ 15 mil por hectare de produção. Não pagam nada. A lei Kandir favorece o setor. Estão livres de pagarem ICMS, PIS, Confins. Sou favorável que paguem", defendeu Jayme.   

Leia mais: Jayme defende taxação do agronegócio, o povo agradece!    

 

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que foi reeleito nestas eleições, também defende a cobranço do imposto sobre o setor, e enfatizou que a ação irá gerar recurso, que será utilizado para implantar políticas públicas que melhorem a vida da população. Inclusive, o parlamentar espalhou outdoors pela cidade, na última semana, com os dizeres: "Taxação do Agronegócio Já".  

Leia mais: Campanha taxação já 

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Marcos - 21-11-2018 08:17:15

Tem que contribuir mesmo... todos contribuem com total do ICMS e além de um monte de benefícios como exemplo veículos mais barato, vários incentivos... tem que incentivar o desenvolvimento local, verticalização da produção no Estado... não exportar soja, exportar óleo, ração, alimentos já transformado... eles cada dia com mais grana e cada dia melhores carros e os custos ficam com o Estado...

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Lucas - 19-11-2018 17:44:41

"Galvan ainda declarou, que a crise no estado está relacionada à má gestão do governo, e não, ao fato do agronegócio ser isento do Imposto" ai na mesma entrevista: "E a classe produtora, sobretudo a dos agricultores, não aguenta mais pagar a conta..." Não pagam e ainda querem reclamar?

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jose antonio silva - 19-11-2018 17:00:07

Contribuem! E até bem, bastante através dos Fethab's! Acontece duas coisas: 1- Valor arrecadado desviado, desviado de suas principais destinações; 2- Há muito, mas muito "joio" no meio desse "trigal"! Produtores com exportações frias, apoiados pela justiça, através de liminares, bem como desviando produtos! O que o governador tem que fazer é reforçar a fiscalização nas fronteiras! Saídas do estado para o estado do Pará e Goiás totalmente desacobertada de fiscalização da SEFAZ! Vila Rica - saída seca; Cocalinho - ponte; Via Britânia-GO - ponte; Torixoréu - ponte; Ribeirãozinho e Ponte Branca - pontes. Bem como exportações "frias", vias tradings (Trading são empresas comerciais que atuam como intermediárias entre empresas em operações de exportação ou de importação) E AS JÁ FAMOSAS COOPERATIVAS!. ISSO BEIRA SEUS 25/30 MILHÕES/MES!

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