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Prefeitura de Cuiabá

Emanuel Pinheiro rebate declarações do ex-diretor da Santa Casa

Por: Helena Corezomaé

 

O médico Antonio Preza renunciou nesta terça-feira (29) a presidência da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e afirmou que um dos motivos para sua demissão seria a emenda da bancada federal, no valor de R$ 12,4 milhões, que está há 20 dias na conta do Fundo Municipal de Saúde e ainda não foi repassada à unidade.

Contudo, o Prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) rebateu as informações e enfatizou que quem precisa repassar recursos é a Santa Casa, que recebeu indevidamente R$ 4,5 milhões, referentes aos leitos de retaguarda. O Hospital deve ainda à Prefeitura R$ 3 milhões em empréstimos realizados nos meses de setembro e outubro de 2018.

O gestor também declarou que, nos últimos anos, não recebeu os repasses do Governo do Estado, arcando sozinho com os custos da Saúde em Cuiabá e no estado de Mato Grosso. São cerca de R$ 50 milhões - até hoje, que deixaram de ser repassados pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

Emanuel também reafirmou seu compromisso com a saúde pública universal, humanizada e digna. “No caso da bicentenária instituição que é a Santa Casa, acredito que ainda é possível o diálogo e que de forma harmoniosa, possamos encontrar uma saída para os problemas relatados”, finalizou.  

Confira nota na íntegra:  

Sobre as informações passadas erroneamente pelo ex-diretor do hospital filantrópico Santa Casa de Cuiabá, Antônio Prezza, em sua carta de renúncia, a Prefeitura de Cuiabá esclarece que:  

1. A Santa Casa deve R$ 13,4 milhões em exames e cirurgias eletivas para o Município. Além disso, existe um relatório do órgão de auditoria do SUS que comprova que a Santa Casa precisa devolver R$ 4,5 milhões recebidos indevidamente, referentes aos leitos de retaguarda. A Santa Casa deve ainda à Prefeitura R$ 3 milhões em empréstimos realizados nos meses de setembro e outubro de 2018.  

2. Em relação aos R$ 12,4 milhões que o ex-diretor da Santa Casa afirma que a Secretaria Municipal de Saúde deve ao hospital, trata-se de uma emenda parlamentar destinada exclusivamente ao custeio do atual Pronto Socorro, uma vez que a Santa Casa na época não tinha mais saldo para receber emendas. Este recurso veio para a Prefeitura conforme Portaria do Ministério da Saúde de nº 3930, de 28 de dezembro de 2017. A portaria segue anexa.  

3. A Prefeitura de Cuiabá explica ainda que os recursos de emendas parlamentares vêm no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) para o qual foi destinado. Conforme descrito na Portaria, o recurso chegou para o CNES de número 2495015, que é referente ao Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.  

4. A Prefeitura esclarece também que, nos últimos anos, não recebeu os repasses do Governo do Estado, arcando sozinha com os custos da Saúde em Cuiabá e no estado de Mato Grosso. São cerca de R$ 50 milhões - até hoje, que deixaram de ser repassados pelo Governo do Estado de Mato Grosso.  

5. Por último, o prefeito Emanuel Pinheiro reafirma seu compromisso com a Saúde Pública universal, humanizada e digna, reafirmando seu respeito para com as instituições  filantrópicas, reforçando sua importância para o bom atendimento da população. No caso da bicentenária instituição que é a Santa Casa, o prefeito acredita que ainda é possível o diálogo e que de forma harmoniosa, possam encontrar uma saída para os problemas acima relatados.

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COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes - 29-01-2019 17:44:16

Em quem acreditar: no prefeito ou no diretor da Santa Casa? Antes de responder a essa pergunta seria bom consultar todos os diretores de Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso...só pra ver os Governos (estadual e municipal) repassam a verba da Saúde em dia. Se eles falarem que repassam em dia...a Saúde deve tá uma maravilha, uma beleza. Mas os próprios sites e a Imprensa em geral constantemente tem acusado reclamação de atraso em repasse. A Saúde não pode esperar dinheiro aparecer, ou pode? Até aparecer o cidadão morre...ou por falta de atendimento, ou por atendimento tardio, ou por falta de vaga em UTI, ou de remédios mesmo, principalmente na farmácia de alto custo. Pergunta também pros Defensores Públicos o índice de judicialização na Saúde...aqueles casos onde o cidadão precisa do atendimento, internação, remédio, URGENTEMENTE, e isso lhes é negado. Agora a Santa Casa precisa é passar por uma Auditoria imparcial, de algum Órgão independente, pra fazer o saneamento das finanças. Quem sabe o Conselho dos Contadores faz essa Auditoria...deve ter especialistas nesse assunto.

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