Pedro Taques se contradiz e apresenta lei que permite desmatamento | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

GOVERNO Segunda-feira, 06 de Agosto de 2018, 15h:16 | - A | + A




TROCA DE FAVORES

Pedro Taques se contradiz e apresenta lei que permite desmatamento

Taques beneficia dois financiadores de sua campanha com a PL

Por: Helena Corezomaé

Projeto de lei nº 591/2017 apresentado pelo governador Pedro Taques (PSDB) ameaça as metas de conservação e de produção sustentável do estado. O PL retira as palavras “proibidos” e “novos desmatamentos” da redação da Lei 7.161/1999, que criou a Área de Proteção Ambiental Estadual das Cabeceiras do Rio Cuiabá no Estado de Mato Grosso.

Há dois anos, o governador se comprometeu na COP21, em Paris, a eliminar o desmatamento ilegal até 2020. Porém, medidas como o projeto de lei 591/2017 deixam a meta mais longe de ser cumprida.

Aprovado há três semanas pelos parlamentares a medida foi suspensa pela Justiça, a pedido do Ministério Público Federal, que denunciou o risco de impactos ambientais direto à Bacia Hidrográfica do rio Paraguai e às terras indígenas Santana e Bakairi, da etnia Bakairi.

Márcio Bakairi, agroecólogo, indígena do povo Bakairi diz que em nenhum momento eles foram consultados e a comunidade não tem ideia do projeto de lei criado pelo governador Pedro Taques.

Na justificativa encaminhada à Assembleia, o governador Pedro Taques diz que a mudança tem o propósito de “conciliar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais”.

Porém, a ONG Instituto Centro de Vida (ICV) apontou que o desmatamento já é um problema grave na Área de Proteção Ambiental (APA), uma vez que 33,5% do desmatamento acumulado até 2016 ocorreu após a sua criação. Isso corresponde a 40% do total da APA. Ou seja, desmatamento ilegal apesar da restrição prevista em Lei.

De 192 imóveis identificados no Cadastro Ambiental Rural que estão parcialmente ou totalmente no interior da APA, somente 44 tem menos de 4 módulos fiscais, enquanto 148 são médias e grandes propriedades e, dessas, 45 propriedades ocupam mais de 50% da área da APA, o que aponta a grande concentração fundiária existente na região.

De 2010 a 2015, a área de soja plantada mapeada pelo IBGE nos municípios de Rosário Oeste e Nobres foi respectivamente multiplicada por 6,2 e 4,8.

Os produtores Wellington Formigoni e Otávio Palmeira dos Santos, doadores para a campanha de Taques ao governo do estado em 2014, estão entre os proprietários de terras no interior da APA.

Doadores citados da campanha: http://meucongressonacional.com/eleicoes2014/candidato/2014110000000001

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Maria - 07-08-2018 21:12:45

A REALIDADE É UMA SÓ, ESSES POLÍTICOS SÃO DOIDOS PARA ACABAR COM A FISCALIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE MADEIRAS PORQUE ESSA ATIVIDADE DE FISCALIZAÇÃO DO TRANSPORTE DE MADEIRAS SEMPRE INCOMODOU E INCOMODA AQUELES POLÍTICOS QUE QUEREM ANDAREM NA ILEGALIDADE, A FLORESTA DO ESTADO DE MATO-GROSSO VEM SOFRENDO BASTANTE COM OS DESMATAMENTOS A MUITO TEMPO. A BUSCA INCESSANTE PELO LUCRO E O COMODISMO DAS NOSSAS AUTORIDADES SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DESTE TRÁGICO PROBLEMA, AVANTE JUIZADO AMBIENTAL, MPE E MPF.

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Servidor - 06-08-2018 21:38:08

Vai ter escalonamento????? No site da SEGES tem previsão de 3 escalas, como quando o PT atrasava...Investigue para nós Muvuca.

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Eu - 06-08-2018 18:57:53

Que coincidência favorecer quem está bancando sua candidatura, mas esqueceu de favorecer quem realmente vota, o POVO.

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3 comentários