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Ex-governador diz que administração de Pedro Taques está "enlameada" por corrupção

Silval Barbosa falou que Taques (PSDB) baseia administração em moralização e esquece escândalo em seu mandato. Silval também aifrmou que caixa dois representa maior parte de arrecadação em campanhas.

Bruna Barbosa

A declaração foi feita por Silval em coletiva com repórteres após o ex-governador prestar depoimento na Sede da Controladoria Geral do Estado (GCE), em Cuiabá, na terça-feira (3), como parte de investigação em contratos irregulares entre a Secretaria Estadual de Pavimentação Urbana (Setpu) e empresas de terraplanagem e construção de estradas.

O ex-governador falou que a administração de Taques (PSDB) procura se sustentar através da moralização.

“Vejo o que vocês [imprensa] estão divulgando, acompanho tudo. É processo de “grampolândia, de educação, parente preso, enfim, essa é a moralização que ele [Taques] pregou tanto”, disse.

Silval também afirmou que está se redimindo ao contribuir com a Justiça. De acordo com ele, aqueles que ainda colaboram com a corrupção no governo de Taques (PSDB) deveriam ter a “hombridade de colaborar também”.

Bastidores da política

O ex-governador também falou sobre o processo de composição da chapa de Pedro Taques (PSDB, em 2014. Silval relatou que colaborou com a eleição de Taques (PSDB) junto a Blairo Maggi (PP) e Mauro Medes (DEM).

Ele também afirmou que durante um processo eleitoral os gastos anunciados não chegam a representar um terço dos valores arrecadados.

“Quando uma candidatura fala que gastou R$25 milhões, na verdade o caixa dois chega a mais de R$ 70 milhões, até R$100 milhões. É isso que acontece e eu tive a oportunidade de falar como funciona”, explicou.

Para Silval, é importante que, futuramente as eleições sejam transparentes. De acordo com ele, os candidatos se sujeitam a todos os tipos de acordos para chegar ao poder.

“Posso afirmar que todas as campanhas majoritárias declaram apenas um terço dos gastos. O resto é caixa dois”, contou.

Propina nas patrulhas rodoviárias

A oitiva é parte de um processo instaurado pelo órgão para investigar supostas irregularidades em contratos entre a Setpu e empresas de terraplanagem e construção de estradas.

Segundo a CGE, os contratos com a Trimec Construções e Terraplenagem Ltda e a Strada Construtora e Incorporadora Ltda foram firmados em 2011, ano em que Silval era governador.

Em trechos da delação do ex-governador firmada com o Superior Tribunal Federal de Justiça (STF), Silval afirma divergências nos contratos e uso do programa de manutenção das estradas para desvio de recursos públicos.  

Uma auditoria realizada pela CGE apontou diversas irregularidades nos acordos, além de constatar cláusulas descumpridas por parte das empresas. 

Em janeiro deste ano, Silval foi ouvido pela CGE para esclarecer irregularidades cometidas no governo dele em contratos com mais de 100 empresas. 

Essa, porém, é a primeira vez que Silval presta depoimento sobre o esquema de propinas na Setpu. 

órgão verificou também que os contratos foram aditivados em 18,17% e 21,10%, sem justificativa plausível, 3 meses após o início da vigência, passando de R$35 milhões para R$41,5 milhões. 

Fonte: MUVUCA POPULAR

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