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Candidatos do PP têm dificuldade de pedir voto em Mato Grosso

Principal líder progressista, Ezequiel Fonseca, está queimado no estado por ter sido filmado pegando caixa 2

Helena Corezomaé
Redação

Os candidatos a deputado estadual estão tendo dificuldade para fazer campanha e pedir voto no estado.

Ao percorrer os bairros e cidades eles estão sendo questionados se não estão ligados “aos deputados que pegaram caixa 2 do Silval Barbosa”.

O principal líder do Partido Progressista (PP), Ezequiel Fonseca, representando da região de Cáceres é candidato à reeleição para deputado federal, mas está queimado em todo o estado.

Ele é um dos políticos que foram filmados recebendo dinheiro do ex-governador Silval Barbosa. O fato está refletindo na candidatura e campanha dos demais deputados.

Propina

Nas delações do ex-governador Silval Barbosa, e seu ex-assessor Silvio Araújo, o deputado Ezequiel aparece recebendo dinheiro a título de propina. O esquema também foi delatado pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf.

Conforme depoimento do ex-governador, desde a gestão Blairo Maggi (PP), a maioria dos deputados estaduais recebia propina mensal em troca de apoio aos projetos do Governo.

De R$ 30 mil na gestão Blairo, a propina teria subido para R$ 50 mil por mês no Governo de Silval.

Ezequiel é alvo da Operação Malebolge (relativa à delação de Silval), que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Hostilizado em voo

Em junho, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) foi alvo de um protesto quando seguia viagem de Cuiabá para Brasília. O parlamentar estava no voo 6186, da companhia Avianca quando jogaram uma porção de água em sua cabeça.

Antes de jogar um copo com água no rosto do parlamentar, um homem que não foi identificado, disse a todos os passageiros que no voo estava “o Ezequiel que foi filmado pegando dinheiro de propina no gabinete do Silval Barbosa”. O rapaz foi aplaudido pelos passageiros e depois foi até banheiro e voltou com um copo de água para jogar no deputado.  

Ele ainda apontou para Ezequiel e disse: “por causa de pessoas como você que o país está desse jeito”.

Deputados gravados

Ao todo, 24 deputados, entre titulares e suplentes, que compunham a legislatura passada, teriam recebido propina proveniente das obras do MT Integrado, Copa do Mundo e empresas com incentivos fiscais. Pelo acordo, os parlamentares receberiam R$ 600 mil cada, divido em 12 parcelas. O caso ocorreu entre 2012 e 2013. O relato está na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.

Na lista de recebedores de propina estão os deputados Wagner Ramos (PSD), Romoaldo Junior (PMDB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Guilherme Maluf (PSDB), Zé Domingos Fraga (PSD), Pedro Satélite (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Dilmar Dal Bosco (DEM), Baiano Filho (PSDB), Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD), os ex-deputados José Riva (sem partido), Antônio Azambuja (PP), Alexandre César (PT), Ademir Brunetto (PT), João Malheiros (PR), Airton Português (PSD), Walter Rabello (falecido), Luiz Marinho (PTB), Jota Barreto (PR), Teté Bezerra (PMDB), o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB), a prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB) e o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP).

Alguns tiveram vídeo divulgado do momento em que receberam a propina. De acordo com Silval, foram gravados Jota Barreto, Emanuel, Luciane, Airton, Zé Domingos, Ezequiel, Azambuja e Alexandre. Gilmar e Baiano aparecem, mas não teriam recebido naquele momento.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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