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Fórum sindical aponta greve geral unificada em MT

Mauro Mendes incia governo sem sintonia com servidores

Da redação

O início do governo Mauro Mendes (DEM), já aponta para uma ruptura com os servidores públicos logo no primeiro mês de governo. Mal comparando, essa cisão só aconteceu com o ex-governador Pedro Taques (PSDB) após o primeiro ano de governo, mesmo tendo herdado a gestão do mal afamado Silval Barbosa.

Em reunião nesta quarta-feira (09), o Fórum Sindical, deliberou a indicação de uma greve geral unificada já à partir de fevereiro e, ainda, deu carta branca para que as entidades deflagrem greve em janeiro, caso se mobilizem.

A reivindicação é uma resposta às decisões do governador Mauro Mendes (DEM) com referência ao pagamento de salários, 13ª e Revisão Geral Anual (RGA). Os sindicalistas se dizem insatisfeitos com o posicionamento de Mendes durante reunião ocorrida com representantes sindicais na última terça-feira (8), e emitiram uma nota unificada nesta quarta (9).

"Embora a reunião tenha sido muito importante para o início da relação governo - trabalhadores, ela não indicou qualquer alteração na determinação do governo mudar a política de resolução dos problemas fiscais com o não pagamento dos salários dos servidores: 13° de novembro e dezembro, salário de dezembro e quanto ao RGA referente ao ano de 2018 sequer foi aventada solução pelo governo", diz trecho da nota emitida pela entidade.

Os sindicalistas extremaram que não devem negociar o que chamaram de "direito fundamental à verba alimentícia" e que não devem se silenciar frente à decisão governamental, o que indica uma mobilização bastante barulhenta por parte dos servidores públicos.

"As entidades reunidas deliberam que todos sindicatos devem fazer suas assembleias permanentes durante o mês de janeiro até início de fevereiro; a constituição imediata de um grupo de estudos sobre os números da receita e despesa do Estado [...]; deflagrar campanha em defesa dos serviços públicos e dos servidores", deliberou a entidade.

Resistência

A cisão dos sindicatos foi uma resposta imediata ao anúncio de Mauro Mendes, que determinou unilateralmente o parcelamento em quatro vezes do 13º salário dos servidores, bem como o atraso do salário de dezembro que deverá correr até 30 dias.

Para amenizar o impacto das medidas, Mendes mencionou uma alteração na forma de pagamento do salário escalonado. Assim, no dia que um receber, todos receberão, mas o salário não cairá integralmente na conta e deverá sair de forma 'picada'.

“No próximo mês, se o sistema assim permitir, se os nossos técnicos conseguirem fazer essa alteração, nós vamos mudar e fazer um pagamento por faixa de valor, onde todos os mais 100 mil servidores vão receber um valor que o caixa permitir, R$ 5 mil, R$ 6 mil pra todo mundo. Não interessa quanto a pessoa ganha, vamos pagar, se for possível, R$ 5 mil, R$ 6 mil, R$ 7 mil", disse.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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