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Eduardo Bolsonaro sinaliza revisão histórica sobre ditadura nos livros escolares

Helena Corezomaé
Redação

 

Nesta quinta-feira (10), em meio à polêmica edição do edital que altera inúmeras regras para a aquisição de livros didáticos, o deputado federal mais votado de São Paulo e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL), declarou via Twitter, que os livros escolares atuais não estão contando a história da maneira correta e que seria preciso “sair do marasmo”.

“Um povo sem memória é um povo sem cultura, fraco. Se continuarmos no nosso marasmo os livros escolares seguirão botando assassinos como heróis e militares como facínoras”, escreveu o parlamentar, ferrenho defensor da liberação de armas para “cidadãos de bem” e crítico voraz da inexiste “doutrinação marxista” nas escolas.

Na mesma publicação, Eduardo Bolsonaro ainda chamou os militares que atuaram na ditadura militar de “heróis”. “Não. Nossos heróis não morreram de overdose, morreram em combate e isso precisa ser respeitado”, escreveu, sugerindo que os livros didáticos deveriam “respeitar” sua opinião pessoal, que nega os fatos históricos.

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Após anos de luta pela memória dos mortos, torturados e desaparecidos, que foram vítimas da ditadura militar do Brasil, iniciada com o golpe de 1964, o país corre o risco, com a gestão do novo presidente, Jair Bolsonaro (PSL), da possibilidade de haver um revisionismo histórico.

Inclusive, Bolsonaro coleciona frases em defesa das atrocidades cometidas pelos militares e venera o coronel do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que em 2008 se tornou o primeiro militar condenado pela Justiça Brasileira pela prática de tortura durante a ditadura.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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