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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

INVESTIGAÇÃO Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018, 17h:35 | - A | + A




VISTAS NO PROCESSO

Aberto em maio de 2017, processo de juiz acusado de vender sentenças é adiado novamente

O presidente do TJMT Rui Ramos, adiou o julgamento por não se sentir pronto para dar seu voto

Por: Vitória Tumelero

O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) adiou mais uma vez o julgamento do processo contra o juiz Flávio Miraglia. A suspenção ocorreu devido a solicitação de vistas no processo, pois o presidente e desembargador do TJMT, Rui Ramos, relatou que a complexidade do processo e alegou que ainda não se sente preparado para manifestar seu voto.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD), contra Flávio Miraglia, ocorre devido suspeitas de que o juiz estava vendendo suas sentenças. A abertura do processo foi feita por decisão unânime dos desembargadores.

O magistrado também é acusado de proferir créditos falsos, superiores a R$ 50 milhões, para beneficiar credores, a venda de bens de empresa em recuperação e para o arrendamento de bens sem conhecimento de credores.

De acordo com o produtor rural Gilberto Eglair Possamai, o juiz Miraglia estava beneficiando arrendatários e subarrendatários, como exemplo, por meio da inserção de crédito de R$ 50 milhões à empresa Interfactoring, que tem como sócio o advogado Cotton King, porém, não há nenhuma comprovação de que ele tenha o crédito citado com o decreto de falência.

A União relatou que, sobre este caso, denunciou ao juiz que o processo de recuperação judicial era apenas uma simulação, para que fosse possível transferir ativos a empresas referentes à Cotton King. Mesmo tendo ciência da situação, o juiz não tomou nenhuma providência e não encaminhou a denúncia.

O juiz também é suspeito de estar envolvido polêmico processo de falência da empresa Olvepar Indústria e Comércio, que acumulou dividas avaliadas em R$ 300 milhões atualmente e que, mesmo declarando falência, há credores que ainda tentam receber pagamentos.

Mesmo com todas as acusações, Flávio Miraglia não foi afastado, foi somente remanejado para a 5ª Vara Criminal e, enquanto o PAD não for julgado, não deve atuar na Vara de Falência.

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COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

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Omar Telo - 13-10-2018 09:35:39

O poder mais corrupto da República, porque apenas uma pessoa decide, e rouba. E como temos visto atualmente, formou-se uma quadrilha no judiciário brasileiro para encobrir ou inocentar criminosos.

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ANA - 13-10-2018 08:56:56

SÓ VERGONHA ...

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2 comentários