Instituto Creatio é condenado pela JF a pagar R$ 2 milhões | MUVUCA POPULAR

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

INVESTIGAÇÃO Quinta-feira, 28 de Junho de 2018, 18h:21 | - A | + A




DÍVIDA

Instituto Creatio é condenado pela JF a pagar R$ 2 milhões

Por: Vitória Tumelero

O Instituto Creatio e seu ex-presidente, Luciano de Carvalho Mesquita, foram intimados pela juíza da 4ª Vara Federal de Mato Grosso, Débora Cardoso de Souza Vilela, a determinação é que seja realizado o pagamento de R$ 1.997.359,95 (e possíveis juros) à Fazenda Nacional.

Conforme o edital de citação para pagamento, caso os intimados não repassem os valores prescritos em 9 certidões de dívida ativa(CDV) para a União, a pena é de que os bens dos próprios sejam penhorados.

A empresa foi acusada em 2010 na operação “Hygeia”, da Polícia Federal, por fazer parte de uma quadrilha de políticos, empresários e servidores que causaram prejuízo de 51.127.692,40 ao Governo Federal. Apesar disso, o motivo da execução da dívida com a União não identificado na consulta pública de processos do site da Justiça Federal de Mato Grosso.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o superfaturamento ocorria na execução de obras que eram ligadas a Waldemir e Valdebran Padilha, e nas ações de Saúde Indígena promovidas pelo Instituto Creatio, que é uma Organização da Sociedade de Interesse Público (Oscip), referente à coordenação regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) ou repassadas pelo Fundo Nacional de Saúde aos fundos municipais.

De acordo com o procurador das investigações, Mário Lúcio de Avelar, a quadrilha planejava os desvios desde a elaboração do orçamento público até as licitações. O superfaturamento interferia na inexecução total ou fracionária das obras.

O grupo foi responsável por desviar recursos de uma construção de rede de energia trifásica, um sistema de abastecimento de água, um sistema de esgotamento sanitário, infraestrutura turística e pavimentação de vias urbanas.

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

comentários