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Domingo, 09 de Dezembro de 2018

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"Empréstimo"

Quebra de sigilo bancário de Selma Arruda revela depósito de R$ 1,5 milhão não declarado

A ação eleitoral contra Selma foi movida devido a suspeita de que a candidata havia utilizado caixa 2 em suas campanhas

Por: Vitória Tumelero

Na última semana, o Tribunal Regional Eleitoral enviou um ofício à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil solicitando a quebra do sigilo bancário da senadora eleita Selma Arruda (PSL) e do seu 1º suplente, Gilberto Possamai (PSL), com o prazo de envio de até 10 dias úteis. A juíza aposentada tentou recorrer a decisão, mas foi em vão e agora terá que explicar à Justiça Eleitoral sobre uma movimentação em sua conta no valor de R$ 1,5 milhão.

A ação eleitoral contra Selma foi movida devido a suspeita de que a candidata havia utilizado caixa 2 em suas campanhas, com isso, o também candidato ao Senado, Carlos Fávaro (PSD) entrou com um processo de investigação e de impugnação de candidatura contra a senadora eleita.

Caso seja confirmado que a juíza utilizou verbas indevidas em sua campanha, o mandato de Selma, que ainda nem começou, pode ser cassado pelo TRE. Entretanto, de acordo com a eleita, o valor encontrado em sua conta que não foi declarado não passa de um empréstimo de seu suplente, empresário do Agronegócio, Giberto Possamai.

A senadora afirmou ao jornal O Globo que a situação deve ser explicada no processo, assim como o outro depósito de também R$ 1,5 milhão que foi feito em sua conta. “A origem dos recursos gastos na campanha e na pré-campanha é do meu primeiro suplente. Ele deu R$ 1,5 milhão e eu pedi emprestado mais R$ 1,5 milhão”, alegou.

Além disso, Selma também deve responder à acusação de abuso de poder político e econômico e do uso indevido dos meios de comunicação social, movida pelo advogado Sebastião Carlos (Rede) e pela Procuradoria Eleitoral. A juíza também deve enfrentar problemas em seu partido, pois a senadora deseja assumir a presidência do Diretório Estadual do PSL em Mato Grosso, mas deve enfrentar a resistência e a desunião de seus correligionários.

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COMENTÁRIOS

(7) COMENTÁRIOS

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Nilson Antonio Batista - 04-12-2018 11:58:39

Essa é a senadora do Bozo. Vai vendo até daqui mais um tempo a casa cair pra todos eles.

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Antonio - 04-12-2018 06:54:57

kkk. Ela condenou Silval por empréstimo irregular de campanha junto ao Piran. E agora juíza????

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Maria - 04-12-2018 06:52:37

Só cego não vê que essa mulher é corrupta. Só fanático defende o indefensável. Só mal intencionado tenta diminuir o fato de que ele enganou toda a população, fingindo probidade no combate a corrupção, enquanto nos bastidores agiu no cargo e fora do cargo de magistrada para se promover politica e financeiramente. Só surdo não ouve que ela mudou a pauta ao eleger para defender o agronegócio.

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Carlos Nunes - 03-12-2018 21:37:12

Na Declaração do IR de 2018, exercício 2017, a Receita Federal determinou que todos os empréstimos a partir de CINCO MIL REAIS deveriam ser declarados. Naturalmente na Declaração do IR de 2019, exercício 2018, esse valor será alterado. Inclui-se nisso todos os empréstimos, de amigos, parentes, instituições financeiras, cujo dinheiro entre na conta do declarante, inclusive dinheiro do FIES. Portanto a Juíza SELMA deverá colocar o empréstimo que fez na sua Declaração.

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manuel de barros - 03-12-2018 18:22:28

Declarar o que pra Receita Federal em 2019 se já gastou o dinheiro. na declaração do IRRF de 2019 ele teria que declarar a obrigação ou seja, o empréstimo em dívidas ou ônus reais. No caso do bem(dinheiro em conta) só declara se ficou na conta em 31/12/2018.

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Carlos Nunes - 03-12-2018 16:45:29

Caixa 2 é quando o cara recebe uma mala de dinheiro e não passa recibo, muito menos dá cheques. A conta corrente dos brasileiros não escondem nada...o Banco onde tem a conta fica sabendo, o Banco Central também, e o COAF, em depósitos superiores a 100 mil reais. Não dá pra entender o TRE, ou dá? Enquanto não tem a Convenção Partidária, e a pessoa não passa na Convenção e registra a Candidatura no TRE...o cidadão brasileiro não tem nada a ver com o TRE. Senão fica naquela, vai chegar no TRE, antes da Convenção e dizer: acho que vou ser candidato, quem sabe, talvez seja ou não seja, posso desistir no meio do caminho, são suposições diversas...e suposições são suposições, não embasa nada. Agora querem impedir que Juíza emprestasse dinheiro? O que deve interessar ao TRE é saber o que aconteceu depois da Convenção em diante, a partir do momento em que a Juíza SELMA registrou a candidatura...a partir desse tempo não é mais suposição, é fato concreto. Antes da Convenção e do registro da candidatura, não é ao TRE que a Juíza tem que prestar conta...é a Receita Federal. O dinheiro tem que entrar na Declaração da Juíza, exercício 2018, declaração de 2019.

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Gean Santana - 04-12-2018 17:27:39

Carlos Nunes, vai dar uma lidinha sobre propaganda eleitoral antes de escrever bobagem!!

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7 comentários