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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

MATO GROSSO Terça-feira, 15 de Maio de 2018, 11h:06 | - A | + A




CULTURA

Músico de destaque em MT defende a arte como ferramenta de inclusão social

Por: Marcio Camilo

Com 20 anos de trajetória musical, o baixista Wellington Berê defende as manifestações artísticas como ferramenta de inclusão social para transformar a realidade das pessoas, principalmente os mais pobres. Berê destaca que é testemunha concreta de como que a arte pode mudar a vida de uma pessoa para melhor. Ele que é de família humilde conseguiu vários objetivos pessoais por meio da música e hoje, garante, se sente um profissional realizado. 

Berê insiste que a arte precisa alcançar a população como um todo. Precisa chegar nas crianças e nos jovens situados nos bairros e comunidades mais carentes do Estado. E a política - na leitura do músico - pode ser a ferramenta de expansão da arte para as pessoas. 

Ele defende, por exemplo, que a música pode ser trabalhada em quatro eixos temáticos: educação musical (capacitações), mostras e festivais da canção, pesquisas e produções.

“Para que a gente possa ampliar o fluxo de produções e atividades nessas quatro áreas, é fundamental que haja recursos e projetos de leis", destaca o músico. 

Berê detalha que a área de educação musical vai desde a pré-escola até a faculdade, e pode gerar oportunidade de profissão e renda aos jovens das periferias, “que hoje são presas fáceis do crime organizado por causa da ausência do poder público em elaborar políticas públicas de acesso à cultura e a educação”.

Outra área importante, na avaliação de Berê, são as condições que o poder público precisa proporcionar para fomentar a produção dos artistas locais em diferentes artes: músicas, shows, artes plásticas e áudio visual, por exemplo. “Isso significa geração de renda, emprego e desenvolvimento regional como um todo”, defende. 

Berê tem prestígio entre os colegas músicos, sendo considerado por muitos um dos melhores instrumentistas da atualidade em Mato Grosso, ao lado de nomes como o guitarrista e produtor musical Danilo Bareiro. 

Dessa forma, sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PPS tem muita simpatia e adesão dos profissionais da área. Sua primeira tentativa de entrar no mundo da política foi há dois anos quando disputou uma vaga de vereador por Cuiabá. A campanha foi modesta, focada principalmente nas redes sociais e com a boa vontade de colegas e pessoas que acreditaram nas propostas de Berê e ajudaram na campanha pedindo votos de maneira voluntária. 

“Foram 389 votos, coisa que acho muito positiva por termos trabalhado apenas pelo facebook, Instragram e Whatsapp. Eu vi outros candidatos, muito próximos de mim, que gastaram mais de R$ 100 mil e não fizeram a metade de votos que eu fiz. E também vi pessoas que gastaram mais de R$ 1 milhão e também não foram eleitas. Então eu acredito que esse resultado foi extremante importante, até porque eu não fiz pré-campanha e peguei muitas pessoas de surpresa. Diante desse contexto eu acredito que o resultado foi extremamente positivo”.

ARTE TRANSFORMADORA

Nesses 20 anos de carreira completados em 2018, Berê já gravou seis álbuns, sendo três solos e três com as bandas que já formou, todos de músicas autorais. 

Ele destaca que um dos grandes trunfos da carreira foi o projeto Conexões, que numa lógica social e coletiva, levou musica à população e cursos de capacitação para músicos em diferentes regiões do Estado em cidades como Sinop, Tangará da Serra, Jaciara, Chapada dos Guimarães e Cuiabá. 

O projeto, que ocorreu em 2016, beneficiou uma média de 80 músicos em cada cidade que passou, com aulas de guitarra, contrabaixo e bateria. 

“Outro fato marcante na minha carreira for ter se tornado professor. É muito gratificante quando as pessoas veem em você como alguém que orienta e ensina. Outra coisa é essa minha imersão dentro do mundo político. Porque a música ela me lançou dentro dessa área. Eu não teria nenhum outro motivo para ser hoje um agente político se não fosse pela música”, afirma.

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