Mulher iraniana detida por tirar véu em público denuncia pena de 20 anos de prisão | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018

MUNDO Terça-feira, 10 de Julho de 2018, 13h:00 | - A | + A




ABSURDO

Mulher iraniana detida por tirar véu em público denuncia pena de 20 anos de prisão

Por: G1

Shaparak Shayarizadeh, uma das mulheres detidas no Irã por tirar seu véu em público, denunciou em um vídeo publicado nesta segunda-feira no Instagram que foi condenada a 20 anos de prisão, 18 deles de pena suspensa, embora por enquanto não haja confirmação oficial.

Shayarizadeh foi liberada no final de fevereiro mediante pagamento de fiança após mais de um mês atrás das grades. Atualmente, ela não está no país.

O uso obrigatório do véu às mulheres foi imposto no Irã após o triunfo da Revolução Islâmica.

Segundo o artigo 638 da Lei de Castigos Islâmicos, as mulheres que aparecem em público sem o hijab serão condenadas a entre 10 dias e 2 meses de prisão, e a uma multa de até 500 mil riales (cerca de 6 euros no câmbio atual).

Até o momento, o poder judicial iraniano não se pronunciou sobre este caso e nem sobre a condenação anunciada pela mulher.

Sem véu e à beira das lágrimas, Shayarizadeh explicou no vídeo que a condenação estipula "dois anos de prisão e 18 anos de prisão de pena suspensa".

"Eu devo viver durante 18 anos quieta, e além disso, o promotor queria uma pena mais dura de prisão", denunciou a mulher.

 

As meninas da rua Engelab

 

Shayarizadeh foi detida em janeiro nos protestos contra o uso obrigatório do véu no Irã, o que levou algumas mulheres a se manifestarem na avenida Engelab de Teerã e pendurar o hijab em um poste.

Dezenas de mulheres foram detidas entre dezembro e fevereiro por este movimento de protesto, denominado "as meninas da rua Engelab".

 

Advogada presa

 

Sua advogada é a famosa defensora do direito humano Nasrin Sotudeh, que foi presa em 13 de junho por acusações que não foram divulgadas. Devido à situação de Sotudeh, Shayarizadeh conheceu a sua sentença com atraso.

 

Em fevereiro, Sotudeh explicou à Agência Efe que a tinham impedido de visitar Shayarizadeh na prisão e que esta mulher tinha sofrido "golpes e maus tratos" atrás das grades.

Segundo a advogada, prêmio Sakharov à Liberdade de Consciência do Parlamento Europeu em 2012, a acusação contra Shayarizadeh era de "tentar minar a segurança nacional".

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