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ESQUEMA NO DETRAN

Desembargadores voltam a analisar soltura de Savi nesta quinta

Maioria do pleno já decidiu pela manutenção da prisão do parlamentar

Por: Marcio Camilo

O tribunal pleno dos desembargadores (TJ-MT) volta a analisar, a partir das 14h desta quinta-feira (14), o pedido de habeas corpus do deputado estadual Mauro Savi (DEM). Ele está preso preventivamente desde o dia 9 de maio, acusado de ser um dos principais líderes do esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

O julgamento de pedido de soltura de Savi começou no dia 25 de maio, mas foi suspenso por conta de um pedido de vistas do desembargador Marcos Machado, que pediu mais tempo para analisar o processo para proferir o seu voto.

No momento, 16 dos 30 desembargadores votaram para manter Savi no Centro de Custódia da Capital.
O advogado de Savi, Paulo Fabrinny, alega que a prisão preventiva já cumpriu a sua função, já que a fase de diligências do Ministério Público (MPE) estão concluídas. Dessa forma não haveria o risco de Savi atrapalhar as investigações com a ocultação de documentos, por exemplo.

A defesa alega também que os supostos crimes imputados ao deputado teriam ocorrido em 2014, e que pelo fato do caso não ser atual a prisão preventiva não faz sentido, pois “inexiste o requisito da contemporaneidade para justificar a medida excepcional da segregação".

Fio de esperança

Embora seja raro de acontecer, se no pedido de vistas, Machado concluir pela soltura de Savi, alguns dos desembargadores que votaram a favor da prisão podem mudar de opinião, dependendo dos argumentos de Machado.

Vale destacar que ainda há dois desembargadores que não proferiram seus votos, pois estão aguardando a conclusão do pedido de vistas de Machado para se posicionarem diante do caso.

Entenda

Pela acusação do Ministério Público do Estado (MPE), Savi é um dos políticos acusado de operacionalizar e receber propinas oriundas do Detran-MT, desde o início do esquema em 2009.
As propinas eram viabilizadas através das empresas EIG Mercados e Santos Treinamentos – responsáveis pelos contratos de registro de financiamentos de veículos no Detran.

Conforme as investigações, 30% do que era arrecado pela EIG Mercados era desviado dos cofres públicos para políticos, empresários e servidores públicos, sendo que funcionários da Assembleia Legislativa (AL-MT) eram responsáveis por ‘lavar o dinheiro’ por meio da Santos Treinamentos. Segundo o MPE, para ser operacionalizado o esquema contava com mais de 40 envolvidos.

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Bastiao - 14-06-2018 15:02:45

Depois e o salário mínimo que os pobres recebem da aposentadoria que ta quebrando o País e tem gente que acredita. Aqui em MT está cheio de politico sangue sugas

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Carmem - 14-06-2018 14:56:00

Alguém tem que se posicionar a respeito disso, pois manter um ser humano encarcerado por motivos políticos é uma palhaçada já tem sei o que virou isso ai.

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Gilberto - 14-06-2018 13:46:19

Vão analisar mais o que no caso de homem, que palhaçada é essa

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3 comentários