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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

POLÍCIA Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018, 15h:58 | - A | + A




Grampolândia

MPE pede nova prisão de cabo Gerson por descumprir medida cautelar

O cabo admitiu ter ido à casa noturna Malcom Pub

Por: Redação

Depois de confessar ter descumprido a medida cautelar e admitir ter ido à casa noturna Malcom Pub, em Cuiabá, entre às 01h49min e 02h52min da madrugada de 30 de agosto; o promotor de Justiça, Allan Sidney do Ó Souza, pediu, nesta quarta-feira (17), a prisão do cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Corrêa Junior.

O relatório de monitoramento do cabo apontou um número expressivo de violações da tornozeleira eletrônica, consistente em carga baixa de bateria, descarregamento total da bateria e, ainda, ausência de sinal GPRS (por mais de um dia), “coincidentemente, durante o período supramencionado”.  

Relembre o caso das escutas  

O cabo Gerson Correa é réu confesso no caso das interceptações ilegais realizadas em Mato Grosso. Também são réus do esquema o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente e o coronel Januário Batista.

Os grampos clandestinos militares tinha a finalidade de espionagem política, escuta de advogados no exercício de sua função, jornalistas – José Marcondes, diretor geral do site Muvuca Popular foi vítima dos grampos –, desembargadores, deputados e médicos. E, nesse contexto, estima-se que foram grampeados ilegalmente entre 80 e 1000 terminais. Gérson foi o único a confessar o crime.

O cabo afirmou que chegou a operar as escutas ilegais dentro do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), local onde atuava. Segundo Gérson Correa, foi o cabo PM Euclides Luiz Torezan, também envolvido na trama, quem instalou o sistema em seu computador no Gaeco, para que ele pudesse ouvir os grampos dentro da instituição.

Do Gaeco, Gérson passou a operar os grampos de uma sala comercial, localizada na Rua Desembargador Ferreira Mendes, nº 235, na região central de Cuiabá. Lá, ele teve ajuda de outros quatros militares. As interceptações, segundo ele, só foram interrompidas após o promotor de Justiça Mauro Zaque – que descobriu o esquema - interrogar os coronéis Zaqueu Barbosa e Airton Siqueira sobre o caso.

O promotor de justiça Allan Sidney do Ó Souza apresentou recentemente as alegações finais do processo relacionado ao caso dos grampos e, entre os requerimentos feitos, pediu a condenação do cabo Gerson e dos coronéis da PM Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco.

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