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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

POLÍCIA Quarta-feira, 06 de Junho de 2018, 06h:50 | - A | + A




No Supremo

STJ nega liberdade para membro da quadrilha Taques

Por: Redação

A ministra do Superior Tribunal de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, negou ontem um pedido de habeas corpus feito pelo executivo Valter José Kobori, que faz parte da quadrilha Taques, que tem os primos do governador presos por 'assalto' aos cofres públicos. Ele está preso há 27 dias no Centro de Custódia de Cuiabá em decorrência da "Operação Bônus", que é a segunda fase da "Bereré". Com ele estão os primos do governador de Mato Grosso, Paulo Taques e Jorge Taques.

Ex-diretor da EIG, antiga FDL, Kobori é acusado pelo Ministério Público Estadual de fazer parte de um esquema que teria desviado R$ 30 milhões dos cofres públicos do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Ele teria sido o intermediador de cerca de R$ 2,6 milhões em propina pagos ao ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, que também está preso e ainda não teve seu pedido de liberdade analisado pelo STJ.

Em sua defesa, Kobori usou seu currículo e ressaltou que só assumiu a gestão da EIG Mercados depois de muita insistência dos sócios, e por conta de seu preparo. “Kobori assumiu depois de muita insistência dos sócios dela devido ter mostrado indiscutível preparo para o exercício durante o tempo em que atuou na assessoria externa da mesma empresa”, argumentou.

Os advogados de Kobori afirmaram que ele não foi intermediador das propinas pagas pela EIG ao ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e seu irmão, Pedro Jorge Zamar Taques, ambos primos do governador Pedro Taques (PSDB). Para a defesa, o uso do nome do ex-CEO pelos proprietários da EIG, José Henrique Ferreira Gonçalves e José Henrique Neto, foi para dar um "peso maior na delação".

Outra tese defendida pela defesa foi o currículo de Kobori. Os advogados relataram que o ex-CEO é uma das maioridades do país na área financeira.

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