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POLÍTICA Quinta-feira, 13 de Setembro de 2018, 09h:14 | - A | + A




Eleições 2018

Candidatos do PP têm dificuldade de pedir voto em Mato Grosso

Principal líder progressista, Ezequiel Fonseca, está queimado no estado por ter sido filmado pegando caixa 2

Por: Helena Corezomaé

Os candidatos a deputado estadual estão tendo dificuldade para fazer campanha e pedir voto no estado.

Ao percorrer os bairros e cidades eles estão sendo questionados se não estão ligados “aos deputados que pegaram caixa 2 do Silval Barbosa”.

O principal líder do Partido Progressista (PP), Ezequiel Fonseca, representando da região de Cáceres é candidato à reeleição para deputado federal, mas está queimado em todo o estado.

Ele é um dos políticos que foram filmados recebendo dinheiro do ex-governador Silval Barbosa. O fato está refletindo na candidatura e campanha dos demais deputados.

Propina

Nas delações do ex-governador Silval Barbosa, e seu ex-assessor Silvio Araújo, o deputado Ezequiel aparece recebendo dinheiro a título de propina. O esquema também foi delatado pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf.

Conforme depoimento do ex-governador, desde a gestão Blairo Maggi (PP), a maioria dos deputados estaduais recebia propina mensal em troca de apoio aos projetos do Governo.

De R$ 30 mil na gestão Blairo, a propina teria subido para R$ 50 mil por mês no Governo de Silval.

Ezequiel é alvo da Operação Malebolge (relativa à delação de Silval), que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Hostilizado em voo

Em junho, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) foi alvo de um protesto quando seguia viagem de Cuiabá para Brasília. O parlamentar estava no voo 6186, da companhia Avianca quando jogaram uma porção de água em sua cabeça.

Antes de jogar um copo com água no rosto do parlamentar, um homem que não foi identificado, disse a todos os passageiros que no voo estava “o Ezequiel que foi filmado pegando dinheiro de propina no gabinete do Silval Barbosa”. O rapaz foi aplaudido pelos passageiros e depois foi até banheiro e voltou com um copo de água para jogar no deputado.  

Ele ainda apontou para Ezequiel e disse: “por causa de pessoas como você que o país está desse jeito”.

Deputados gravados

Ao todo, 24 deputados, entre titulares e suplentes, que compunham a legislatura passada, teriam recebido propina proveniente das obras do MT Integrado, Copa do Mundo e empresas com incentivos fiscais. Pelo acordo, os parlamentares receberiam R$ 600 mil cada, divido em 12 parcelas. O caso ocorreu entre 2012 e 2013. O relato está na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.

Na lista de recebedores de propina estão os deputados Wagner Ramos (PSD), Romoaldo Junior (PMDB), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), Guilherme Maluf (PSDB), Zé Domingos Fraga (PSD), Pedro Satélite (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Dilmar Dal Bosco (DEM), Baiano Filho (PSDB), Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD), os ex-deputados José Riva (sem partido), Antônio Azambuja (PP), Alexandre César (PT), Ademir Brunetto (PT), João Malheiros (PR), Airton Português (PSD), Walter Rabello (falecido), Luiz Marinho (PTB), Jota Barreto (PR), Teté Bezerra (PMDB), o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB), a prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB) e o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP).

Alguns tiveram vídeo divulgado do momento em que receberam a propina. De acordo com Silval, foram gravados Jota Barreto, Emanuel, Luciane, Airton, Zé Domingos, Ezequiel, Azambuja e Alexandre. Gilmar e Baiano aparecem, mas não teriam recebido naquele momento.

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COMENTÁRIOS

(11) COMENTÁRIOS

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Marilda - 13-09-2018 16:12:09

Nao e por menos ne senhor eszequiel vergonhou todos que trabalhou e votou em vc na eleiçao passada ne meu voto vc nao tera mais

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Baira - 13-09-2018 12:40:36

É isso aí bola pra frente. Vale a pena acreditar as dificuldades é aprendizagem

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Meire - 13-09-2018 12:38:19

Deixou a desejar deputado...vc teve uma votação expressiva porem deixou se levar pelos maus

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Zaira - 13-09-2018 12:37:10

Eu voto nem ligo para o que falam

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Selma - 13-09-2018 12:32:41

Fora Ezequiel

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Selma - 13-09-2018 12:22:34

Fora Ezequiel

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Damião - 13-09-2018 12:18:13

Estas eleição vai ter muito voto nulo e branco.

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Isa - 13-09-2018 12:17:22

Sempre votei nele e grande parte confiou nele para ser nosso representante e ele nos decepcionou muito nao voto mais

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Tiago - 13-09-2018 12:15:18

Vamos pensar, analisar a ficha de cada um observando SUAS AÇÕES para assim poder votar...

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Nico Sebastiao - 13-09-2018 11:26:33

Grupo Geller, Neri Geller, Operação Terra Prometida A Justiça Federal em Mato Grosso divulgou sexta-feira (28) trechos da decisão do juiz Fábio Henrique Fiorenza, da Subseção Judiciária de Diamantino, sobre a Operação Terra Prometida, da Polícia Federal, que demonstram indícios de que o ministro da Agricultura, Neri Geller, teve participação no esquema de grilagem desmontado pela operação. Em função disso, o processo será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, de agosto deste ano, o juiz Fiorenza demonstra que se deparou com diversos depoimentos colhidos na operação que indicam que Geller tinha dois lotes no Projeto de Assentamento (PA) Itanhangá/Tapurah. Os depoimentos indicam ainda que o ministro teria vendido os lotes em 2010 para financiar sua campanha eleitoral para deputado federal. O juiz cita Neri Geller como membro do “Grupo Geller” formado por ele e seus irmãos e “detentor de diversos lotes no âmbito do PA Itanhangá/Tapurah realizando, além da ocupação e exploração das áreas, sua negociação e venda a terceiros”. Diante dos fatos, o juiz decidiu remeter o processo ao STF, por considerar que o ministro tem foro privilegiado e que ele não teria, portanto, competência para analisar o caso. A Polícia Federal nega que o foco das investigações da Operação Terra Prometida tenha sido o ministro. Mais cedo, o delegado Hércules Ferreira Sodré disse que Neri Geller não é citado na investigação e que não foram encontrados indícios de que ele mantenha qualquer tipo de vínculo comercial com os irmãos. Não há, no STF, informações sobre o andamento de um possível inquérito de investigação da participação do ministro no esquema. Os irmãos do ministro, Odair e Milton Geller se entregaram na noite passada e estão no Centro de Custódia de Cuiabá (MT) para prestar depoimento. Em caráter preventivo, já foram presas 39 pessoas, entre servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e fazendeiros. Onze investigados que tiveram a prisão preventiva autorizada pela Justiça ainda não foram encontrados. A PF também cumpriu 142 mandados de busca e apreensão e 30 de medidas restritivas. A PF diz ter encontrado indícios de que, servindo-se do poder econômico e político de que dispõem, fazendeiros e empresários adquiriam irregularmente, por preços baixos, ou simplesmente invadiam terras da União destinadas à reforma agrária, chegando a coagir e ameaçar os reais beneficiários para que vendessem ou abandonassem suas áreas. Com isso, promoviam uma “verdadeira reconcentração fundiária” de terras da União.

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Oscar Bono - 13-09-2018 11:46:56

ESTOU COM ALGUMAS CARTELAS DE OVOS PODRES GUARDADOS EM CASA (PENA QUE ESTÃO CONGELADOS) POIS SE ALGUM TIPO DE PILANTRA DESSA LAIA APARECER EM FRENTE DE CASA PEDINDO VOTO, VAI LEVAR....OVO PODRE NA CARA!........

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11 comentários

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