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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018

POLÍTICA Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018, 09h:55 | - A | + A




Violência Não!

É preciso conhecer o laudo psiquiátrico da pessoa com quem você vai discutir política

Defensor do Bolsonaro matou mestre de capoeira por motivação política

Por: José Marcondes

Um defensor de Bolsonaro matou a facadas eleitor do Haddad. O barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, confessou que matou o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, 63, por motivação política (torpe), na madrugada de segunda-feira (8), em um bar de Salvador.

O Comando da Polícia Militar, em nota, afirmou que o acusado confessou o crime e a motivação. O governador da Bahia pediu 'prioridade absoluta' na investigação do caso. Moa do Katendê foi enterrado na tarde de segunda-feira.

O irmão do mestre de capoeira detalhou, durante o velório da vítima, que estava presente no momento do crime e que a confusão teve início após o agressor ter ficado irritado ao perceber que Romualdo criticava o candidato à presidência Jair Bolsonaro. Ainda segundo o alfaiate Reginaldo Rosário, de 68 anos, após a discussão, o suspeito chegou a sair do local, mas retornou cerca de 10 minutos depois com uma faca e matou o irmão dele.

É lamentável chegar a esse ponto, de termos que conhecer o laudo psiquiátrico da pessoa antes de discutir com ela, para saber se a mesma tem aptidão para ouvir outras opiniões sem surtar, agredir, matar...

Ainda segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o suspeito, que tem 36 anos, reagiu com violência após ouvir o mestre de capoeira afirmar que o grupo com o qual ele estava votava no PT. Em seguida, Paulo saiu do bar e foi em casa, onde pegou uma faca do tipo peixeira e depois retornou para o local onde Moa estava e esfaqueou o capoeirista.

“Quando ele [o suspeito] chegou, a gente já tava lá conversando. A gente falava da preocupação com a possível eleição de Bolsonaro porque somos pobres, pretos e ele não nos representa. Meu irmão defendia um governo melhor e ele não gostou", contou 

Nossa opinião:

Claro que nem todos os seguidores do capitão têm esse comportamento, mas infelizmente, sua atitude de líder extremista, está desde já implantando não só o ódio no Brasil, mas tocando o terror e, antes de se eleger, seus seguidores já espelham o fanatismo, induzidos ao crime, ao ódio.
Bandido bom é bandido morto?

Será que o assassino, agora, ainda acha que bandido bom é bandido morto? Que sua barba mereça ser feita dentro da cadeia?

Esse é o retrato de hoje no Brasil: Independente de quem vencer as eleições, a incitação ao ódio e a violência já está entranhada no coração dos extremistas, antes enrustidos, espalhando terror também nas redes sociais, atacando os que pensam diferente.

É lamentável chegar a esse ponto, de termos que conhecer o laudo psiquiátrico da pessoa antes de discutir com ela, para saber se a mesma tem aptidão para ouvir outras opiniões sem surtar, agredir, matar...

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