Para Jayme Campos não é o momento de dar aumento de 10% aos poderes | MUVUCA POPULAR

Domingo, 09 de Dezembro de 2018

POLÍTICA Terça-feira, 04 de Dezembro de 2018, 10h:07 | - A | + A




Equilibrado

Para Jayme Campos não é o momento de dar aumento de 10% aos poderes

Senador eleito defendeu diálogo para que Mauro Mendes chegue um entendimento com os demais órgãos

Por: Daniela Castro

O senador Jayme Campos (DEM) tem sido uma voz consciente e equilibrada nesse momento de transição do governo do estado. Além de ser um defensor implacável da taxação do agronegócio, visando a recuperação e a estabilidade fiscal de Mato Grosso; ele também defende não aumentar em 10% os repasses do Executivo aos demais Poderes e órgãos constitucionais do Estado.

“Eu acho que os poderes estão dispostos a um entendimento, sobretudo o governador Mauro Mendes está consciente da sua responsabilidade. Não tenho dúvida alguma de que isso depende de uma bela conversa. Se o Estado tivesse suporte financeiro, eu imagino que não teria nenhuma dificuldade. Mas, o que se percebe agora é que está com muita dificuldade e não seria razoável, em hipótese alguma, dar o aumento de 10% do duodécimo e depois passar a atrasar, como está hoje”, avaliou Jayme.

O aumento foi pedido pelo Tribunal de Justiça, pelo Ministério Público Estadual (MPE), pela Assembleia Legislativa, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Defensoria Pública. Os pedidos devem ser debatidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que será devolvida pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) à Assembleia nos próximos dias.

Jayme lembrou, ainda, o aumento de 16,38% concedido recentemente aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer (MDB). Os salários dos ministros do STF têm impacto no cálculo dos salários de juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça, além de serem utilizados como teto para os demais servidores públicos, gerando o "efeito cascata".

“O que nós temos que fazer é aumentar a arrecadação em Mato Grosso. Tem um nicho tão grande para arrecadação melhorar... Claro, acabando primeiro com a sonegação e fazer aqueles que não pagam pagarem alguma ‘coisinha’”, finalizou.

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Guto - 06-12-2018 08:06:56

A assembléia nem precisa. Gastando milhares de dezenas de reais com Jardinagem. Alguem sabe quanto custa cada arvore importada que foi plantada lá?

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Frederico - 04-12-2018 17:57:45

Olhando rápido no site do TCE, vi algumas coisas a serem consideradas: Um conselheiro recebe: Subsídio: 30.471,11 + Gratificação do Cargo: 3.291,89 + Aux. Moradia: 4.377,73 + Aux. Alimentação: 503,03 + Verba Indenizatória: 20.511,83= Salário Bruto: R$ 59.155,59. Deduzidos os Impostos: Salário Líquido: R$ 49.499,94. Recebe ainda, a cada 6 meses, um auxílio para “aquisição de obras técnicas” no valor de 30.471,11. Ou seja, anualmente, um conselheiro recebe R$ 829.964,89. E ainda vem um conselheiro me falar que uma reposição (RGA) de R$ 100 é que vai quebrar o estado. Acho que estes senhores do TCE precisam começar a queimar um pouco a gordura, e diminuir um pouco do seu duodécimo para ajudar o estado. Quem sabe assim o estado caiba em seu orçamento

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Marcos - 04-12-2018 11:33:31

Reduza suas despesas para caber o aumento no orçamento, nada de aumento, se não tiver fluxo de caixa nada de aumento, não é mesmo TCE? Ainda tem que analisar se o aumento de mais de (+ de 16%) é ou não superior a inflação, pois caso seja não teria motivo para esse enriquecimento, restando aplicar o aumento apenas no montante da inflação, não é mesmo TCE?

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3 comentários