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POLÍTICA Segunda-feira, 05 de Novembro de 2018, 12h:53 | - A | + A




O preço da aliança

Partidos que apoiaram Mauro Mendes devem indicar secretários

Jayme Campos afirmou que partidos terão direito de indicar pelo menos um secretário

Por: Helena Corezomaé

Foto: Lucas Ninno

Foto: Lucas Ninno

O senador eleito Jayme Campos (DEM) declarou que os partidos que apoiaram Mauro Mendes (DEM) devem indicar pelo menos um nome para compor o secretariado do futuro governador.  

“Definitivamente, já ficou acordado que todos os partidos que ajudaram terão direito de indicar pelo menos um secretário. Vamos discutir a participação não só do DEM, mas de todos os partidos da coligação, como o MDB, PSC, PDT. Aí o Mauro vai escolher os nomes”, revelou em entrevista.

Mauro Mendes foi eleito pela coligação “Pra Mudar Mato Grosso”, com a participação dos partidos DEM, PSD, PDT, PSC, MDB, PMB, PHS e PTC. Um das suas propostas de campanha era enxugar a máquina pública e diminuir as secretarias.

“Pretendo reduzir o número de secretarias, passar de 23 para cerca de 15 e realizar um corte de aproximadamente 30% do número de cargos comissionados. A minha história será totalmente diferente de Silval. E muito diferente, inclusive, do Pedro Taques. Eu não anuncio as coisas antes de ter certeza do que posso fazer”, garantiu durante sua campanha.

Porém, para beneficiar todos os partidos que fizeram parte da sua coligação, Mauro Mendes terá que disponibilizar de muitos cargos e funções.

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O futuro governador informou que anunciará os nomes dos novos secretários na primeira quinzena de dezembro, mas o que têm mostrado até agora é muito da velha política e pouco do seu lema, “Pra mudar Mato Grosso”. Inclusive, algumas pessoas que fazem parte da sua Comissão de Transição estão envolvidas em casos de corrupção.

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Comissão de Transição

Rafael Bello Bastos, que faz parte da Comissão de Transição é ex-secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação e foi condenado pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Mato Grosso nesse ano a devolver aos cofres daquela Secretaria o valor de R$ 574.615,08, devidamente atualizado.

Bastos ainda foi multado em função do pagamento de serviços sem solicitação e ou autorização da Administração Pública, bem como sem a devida comprovação da sua efetiva execução.

Mauren Lazaretti, que também faz parte, foi presa em 2005 durante a Operação Currupira, deflagrada pela PF para o cumprimento de mandados de prisões expedidos pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal. A ação, ocorrida teve como finalidade auxiliar nas investigações sobre os crimes de corrupção envolvendo funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e da própria Fema.

Já Francisco Serafim de Barros, que também participa da comissão de transição, ganhou notoriedade em 2010 após ser acusado de mandar matar o filho Fábio Cézar Barros Leão por causa de um prêmio da Mega Sena. Em maio de 2010, Francisco foi preso em Cuiabá sendo que na época era superintendente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso).

Outro nome da Comissão é o empresário Mauro Carvalho Junior – dono da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) São Tadeu Energética, que teve no início do ano o seu pedido negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para anular todas as fases da Operação Ararath, do Ministério Público Federal de Mato Grosso (MPF).

No acordo de delação premiada, o empresário Júnior Mendonça contou aos procuradores que em 2009 realizou pagamentos de R$ 388,5 mil para a São Tadeu Energética, empresa de Mauro Carvalho Júnior, amigo de Blairo Maggi. Carvalho Júnior chegou a ser alvo de busca da Polícia Federal. À época, o juiz federal Jefferson Schneider afirmou que “os indícios são fortes de que Gércio [Mendonça] Júnior forneceu recursos, a mando de Éder Moraes, para cobrir parte da dívida da PCH São Tadeu [São Tadeu Energética] perante o BicBanco. Partindo dessa provável premissa é que se extrai a conclusão óbvia: parte dos recursos obtidos mediante empréstimos, perante o BicBanco, pela São Tadeu Energética eram destinados ao grupo político do qual faziam parte Éder Moraes e Blairo Maggi".

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