Pedro Taques perde o foro privilegiado e já pode ir pra cadeia à partir de Janeiro  | MUVUCA POPULAR

Sábado, 20 de Outubro de 2018

POLÍTICA Segunda-feira, 08 de Outubro de 2018, 17h:05 | - A | + A




Delações

Pedro Taques perde o foro privilegiado e já pode ir pra cadeia à partir de Janeiro

Quatro delações e um inquérito põem Pedro Taques contra a parede

Por: Redação

O atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), não conseguiu a reeleição. Essa é a primeira vez que um governador em exercício não consegue se eleger por mais quatro anos.

Fora do cargo, o governador do estado perde o foro privilegiado, e à partir de primeiro de janeiro de 2019, já pode ir para a cadeia. Até 31 de dezembro Taques ainda terá o benefício das autoridades que ocupam cargos públicos de não poder ser julgadas pela justiça comum (primeira instância) como acontece normalmente com os processos.

Nessa situação o julgamento do processo acontece diretamente em um dos Tribunais Superiores: no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou nos Tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal (TJ).

Sem o benefício, Taques passe a ser julgado como qualquer cidadão. O governador foi delatado quatro vezes e também tem um inquérito contra ele no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Delações

Taques foi acusado em delações de ter recebido dinheiro de caixa dois de empresários envolvidos em um esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) desarticulado pela Operação Rêmora. Os delatores também afirmam que ele sabia dos desvios.

O governador ainda é alvo de investigação pela chamada “grampolândia pantaneira”, escândalo relacionado a milhares de gravações clandestinas de adversários políticos e jornalistas que levou ex-secretários, inclusive um primo dele, à cadeia. O inquérito subiu para o STJ a pedido do próprio tucano.

Delações de Taques.jpg

 

Caixa dois

Em abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou a delação do empresário Alan Malouf. Segundo a delação, ele repassou os R$ 10 milhões não contabilizados para a campanha do governador. O chefe do esquema na secretaria, de acordo com o delator, era o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT).

Malouf reforça outra delação que compromete Pedro Taques – a do ex-governador Silval Barbosa. O empresário sustenta que presenciou uma reunião entre Taques e o ex-governador. Silval afirma que Taques lhe pediu R$ 12 milhões como contribuição financeira por meio de caixa dois.

Em outra delação, o ex-secretário de Educação Permínio Pinto assumiu ter permitido fraudes em licitações e obras de construção e reforma de escolas. Preso também na Operação Rêmora, Permínio afirmou que o governador sabia do esquema e que chegou a pedir "facilidade nas licitações". Ele também acusa Nilson Leitão, a quem atribui sua indicação ao governo, de ser um dos mentores do esquema.

"Grampolândia pantaneira"

Pedro Taques não é só suspeito de envolvimento no esquema de corrupção na Secretaria de Educação, também recai sobre o governador a “grampolândia pantaneira”. Sendo o primeiro escândalo a atingir o seu governo, em 2015. O esquema, de acordo com as investigações, envolvia uma máquina de grampos ilegais instalada por um núcleo de policiais militares que interceptavam telefonemas de políticos, outras autoridades e jornalistas.

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COMENTÁRIOS

(4) COMENTÁRIOS

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Zica - 10-10-2018 21:04:36

Pedro e muito forte, ninguém põem na cadeia, e mais fácil ele colocar vc kkkkkkk

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SÉRGIO MORO - 09-10-2018 15:31:03

Manda para mim, aqui em Curitiba, dou jeito rapidão.

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ANA - 09-10-2018 09:19:15

QUERO SÓ VER SE AGORA SERÁ JULGADO PELA OPERAÇÃO REMORA E GRAMPOLANDIA.. RIDICULA A JUSTIÇA.

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Marco Antônio - 09-10-2018 08:17:41

Esse é o caminho natural das coisas

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4 comentários