Selma Arruda, Marco Aurélio e Fábio Galindo na delação de Malouf | MUVUCA POPULAR

Sábado, 17 de Novembro de 2018

POLÍTICA Domingo, 21 de Outubro de 2018, 14h:50 | - A | + A




Esquema judiciário

Selma Arruda, Marco Aurélio e Fábio Galindo na delação de Malouf

Trio agiria para aliviar a situação de empresários

Por: Editoria / Muvuca Popular

A participação de Fábio Galindo no caso de caixa 2 de Pedro Taques mostra que há um limite ético pouco claro na atuação de um advogado. Segundo delação, o Promotor de Justiça licenciado de Minas Gerais, e ex-secretário de Segurança Pública da gestão de Pedro Taques, teria cobrado R$3 milhões para montar uma estratégia de “blindagem” em favor de Alan Malouf.

A estratégia seria a amizade entre Fábio Galindo e o coordenador do Gaeco/MPE Marco Aurélio, que investigava o assunto, e a Juíza Selma Arruda, que julgaria o caso. Além da amizade com essas duas figuras-chave da investigação, haveria atuação na mídia para atenuar a pressão da opinião pública, com a reativação da TV Estrela em Cuiabá, desativada desde 2013.

E isso não seria apenas para Alan Malouf, o trabalho seria oferecido para outros empresários igualmente investigados e que poderiam ser presos.

Ainda segundo a delação, Fábio Galindo deixou o staff de Pedro Taques em março de 2016, e depois disso que pensou em trabalhar em Cuiabá como advogado, mas precisaria de um caso grande para tomar coragem e sair do Ministério Público de Minas Gerais, o que ocorreu em Abril de 2017.

O cabo PM Gérson Correa, réu na ação penal que apura o escândalo dos grampos ilegais operado em Mato Grosso, revelou uma suposta irregularidade cometida em uma investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), para apurar uma trama de atentando contra a juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.

Juíza e Promotor

Esta não é a primeira vez que Selma Arruda e Marco Aurélio são implicados por delatores. Em outubro de 2017, o cabo PM Gérson Correa, réu na ação penal que apura o escândalo dos grampos ilegais operado em Mato Grosso, revelou uma trama do Gaeco para forjar uma notícia sobre um suposto atentado contra a então magistrada, desejosa de holofotes e comoção para se eleger senadora.

Segundo o policial, que trabalhava no núcleo de interceptações do Gaeco, foi criada uma “estória” com anuência do então coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Marco Aurélio e da própria magistrada para interceptar os suspeitos do atentando, que seriam o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e ex-deputado José Riva.

De acordo com Gérson, a própria Selma Arruda lhe repassou a informação de uma suposta trama, cujo objetivo era forçar a interceptação telefônica clandestina dos políticos, de maneira que ninguém soubesse que ela própria foi quem teria inventado a trama para matá-la, e não revelar que ela era a própria "fonte" da notícia.

A magistrada ficou sabendo do atentando, segundo o cabo, através de uma servidora do Fórum da Capital. O que não passou de uma arquitetação marquetológica da cabeça da própria juíza.

A denúncia foi feita durante interrogatório prestado pelo cabo, delegados Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldener, que conduziam as investigações das interceptações clandestinas. O militar resolveu delatar o esquema dos grampos e colaborar com as investigações.  

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COMENTÁRIOS

(8) COMENTÁRIOS

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Omar Telo - 22-10-2018 11:49:16

Vai ver que é por isso que dizem "o poder judiciário é o poder mais corrupto da República".

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José Fernandes da Costa - 07-11-2018 14:41:55

O poder mais podre é o judiciário! Só não entendo os eleitores apreciarem esse cheiro fétido!

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Joana - 22-10-2018 08:32:50

Só gente poderosa e nós pobres mortais acreditando nesses políticos

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Luiz - 21-10-2018 15:34:13

Essa ex-juiza ainda irá "aprontar" muito em Brasília; tem que ser desmascarada antes que se aventure a ser candidata a governadora.

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José Fernandes da Costa - 07-11-2018 14:43:08

Por mim ele pode continuar se candidatando; não teve e nunca terá meu voto!

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Nadir - 21-10-2018 06:50:45

ESSA JUÍZA FEZ JOGO POLÍTICO USANDO TOGA.... NÃO TENHA DÚVIDA QUE AS SENTENÇAS DELA SÃO DUVIDOSAS E PRECISAM SER REAVALIADAS..

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Colirio - 21-10-2018 06:19:44

FATO XV - DA DELAÇÃO ALAN MALOUF - STF PROCEDIMENTO n° 1.1111.000.001718/2017-14 -0 - SOBRE SELMA ARRUDA: Narra Alan Malouf que Fábio Galindo - ex-promotor de justiça, que compôs a Secretaria de Segurança do Estado do Mato Grosso - após se exonerar, ofereceu ao colaborador e a outro empresário (dado não ficou suficientemente claro) uma "estratégia" para blindar o colaborador de ações junto ao GAECO, informando ser muito próximo do coordenador, Marco Aurélio e da juíza da 7 vara de Cuiabá, Selma Arruda. Cobrou-lhe R$ 3.000.000,00, para tanto (HUM MILHÃO PARA CADA UM ?). Aponta, como possível elemento de corroboração o levantamento das ERBs de Fábio Galindo no dia 20.3.2016, apontando os terminais utilizados por ele à época. Decisão JUDICIAL do STF: vedação ao envio à 7 Vara Criminal Comum de Cuiabá porque mencionada nas declarações DO DELATOR A JUÍZA SELMA ARRUDA.

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Maria - 21-10-2018 06:17:28

Para a procuradora Eleitoral Cristina Nascimento de Melo, A SELMA ARRUDA: “Apresentado o extrato, observa-se vultuosa movimentação financeira de receitas e despesas, com especial destaque para duas transferências eletrônica nos valores de R$ 1.000.000,00 e R$ 500.000,00". (http://gazetamt.net/2018/10/20/mp-tenta-descobrir-autor-de-transferencia-de-r-15-milhao-para-senadora-selma-arruda/)

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8 comentários