FOI EMBOSCADO
Operação Halosis prende membros de facção que ordenaram execução de motociclista
Muvuca Popular
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Halosis para cumprir mandados contra integrantes de uma facção criminosa investigados por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. A ação resultou no cumprimento de oito ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão.
As medidas foram expedidas pela 2ª Vara da Comarca de Comodoro e são cumpridas nos municípios de Comodoro, Campos de Júlio, Nova Lacerda e Cuiabá. A operação é coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Comodoro.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, entorpecentes, documentos e dispositivos eletrônicos que podem auxiliar na continuidade das investigações.
O caso investigado está relacionado ao homicídio de um homem ocorrido no dia 27 de novembro de 2025, no bairro Nova Vacaria, em Comodoro. A vítima foi surpreendida em uma emboscada enquanto trafegava de motocicleta por uma via pública. Os criminosos estavam em um veículo e efetuaram diversos disparos de arma de fogo, levando o homem à morte ainda no local.
As investigações apontaram que o crime foi planejado dentro da estrutura da facção criminosa, com divisão de tarefas entre os envolvidos e suporte logístico para a execução e fuga dos suspeitos. Interceptações telefônicas e análise de mensagens revelaram que imagens da vítima foram compartilhadas entre os investigados antes da execução, indicando premeditação.
Segundo a Polícia Civil, um dos investigados, que já estava preso no sistema penitenciário, atuava como articulador do crime à distância, reforçando o nível de organização do grupo criminoso.
As diligências realizadas logo após o homicídio levaram à condução de três suspeitos à delegacia no dia seguinte ao crime. Durante a investigação, foram coletados diálogos, áudios e imagens que indicam a participação direta dos envolvidos e o apoio dado ao executor após o ataque.
Ao final das investigações, o delegado responsável pelo caso representou pela prisão preventiva dos suspeitos, além de pedidos de busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico. As solicitações foram acolhidas pelo Ministério Público e autorizadas pela Justiça.
Seis pessoas tiveram a prisão preventiva decretada. Um dos investigados morreu no último dia 7 de março de 2026, após ser baleado em um bar na região.


