Dois homens, de 47 e 35 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil, em Cuiabá, entre segunda-feira (19) e esta quarta-feira (21), durante ações da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). Um deles é investigado por importunação sexual contra uma colega de trabalho e por descumprir medidas cautelares. O outro é suspeito de ameaçar de morte a ex-companheira, mesmo após ser proibido judicialmente de se aproximar dela.
A primeira prisão ocorreu na segunda-feira (19). Segundo a investigação, o homem de 47 anos teria importunado sexualmente uma colega de trabalho e, após ser rejeitado, passou a intimidá-la e a adotar comportamento hostil no ambiente profissional.
Mesmo proibido pela Justiça de manter contato com a vítima e com testemunhas, inclusive por meio de terceiros, o investigado teria utilizado outras pessoas para abordar uma testemunha no local de trabalho. Diante do descumprimento das restrições, do risco à produção de provas e da insuficiência das medidas cautelares, a Justiça determinou a prisão preventiva.
Já na manhã desta quarta-feira (21), policiais civis localizaram um homem de 35 anos em uma rua do bairro Cidade Verde. Ele era procurado por descumprir medidas protetivas de urgência concedidas à ex-companheira.
Conforme relato da vítima, o suspeito teria ido até sua residência sem autorização e feito ameaças de morte, apesar da decisão judicial que o impedia de se aproximar ou manter contato com ela. Antes da prisão, os investigadores realizaram buscas em diferentes endereços para localizá-lo.
Após os procedimentos legais, os dois homens foram encaminhados à Gerência de Custódia e Escolta Metropolitana de Cuiabá, onde permanecem à disposição da Justiça.
A delegada Liliane Diogo, titular da DEDM de Cuiabá, destacou que o descumprimento de decisões judiciais envolvendo mulheres em situação de risco é tratado como prioridade pela unidade.
“As prisões integram o trabalho da DEDM Cuiabá, que trata com prioridade os caso de descumprimento de medidas protetivas, visando assegurar o cumprimento das decisões judiciais, proteger mulheres em situação de risco e interromper o ciclo de violência”, afirmou.
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