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Quinta-feira, 04 de Junho de 2020

ARTIGOS Terça-feira, 12 de Maio de 2020, 14h:02 | - A | + A




A cara do futuro - a economia - 4

A cara do futuro - a economia - 4

Possivelmente ainda seja cedo pra se traçar um cenário futuro pra economia depois da pandemia.

Começo com o noticiário do último domingo. A indústria de automóveis no Brasil perdeu 99% da sua produção no mês de abril deste ano. Em abril de 2019 foram produzidos 279 mil carros e caminhões. Neste ano só 1.800. Daí a queda de 99%. Já as locadoras, que consomem 50% dos veículos produzidos, estão recebendo metade deles devolvidos pelos motoristas de aplicativos que preferiam alugar do que comprar. Na esteira, os fornecedores de peças com todas as cadeias de fornecedores conexas. Na frente, as concessionárias fechando por que não há automóveis pra vender. Os bancos sem ter o que financiar. O petróleo e o etanol são cadeias profundamente afetadas e com risco de quebrarem. As cadeias de comércio e de serviço ligadas, também atingidas.

O primeiro resultado dessas paralisações é o desemprego. Enorme problema social. Estado despreparado pra lidar com tudo isso: o vírus, a saúde pública, a economia e a ressaca na política.

Esse drama não é só brasileiro. Nós estamos falando do imediato no Brasil. A paralisação das atividades econômicas e os seus desdobramentos sobre os setores de comércio, de serviços e das pequenas, médias e microempresas. Estamos falando de um lockout econômico no Brasil.

Na semana passada representantes da indústria disseram ao presidente da República e ao ministro Paulo Guedes que a indústria no Brasil está na UTI. O recado é que a crise ainda está no começo do ponto de vista econômico. Visíveis à frente são algumas coisas: o desemprego, a mudança dos comportamentos de consumo e de comportamentos humanos e uma imensa paralisação no estilo de vida hoje adotado no mundo inteiro.

Só pra dar um exemplo de mudanças. As viagens de negócios resumem-se hoje a alguns programas aplicativos de celular e computador, que promovem reuniões ao vivo. Pergunta: pra onde vai a aviação comercial? E os negócios do turismo?
A tecnologia ocupará grandes espaços onde hoje abrigam pessoas trabalhando. Pra onde elas irão? A mesma tecnologia vai expandir-se nas já conhecidas plataformas cumpridas pela crescente inteligência artificial, pela robótica dentro da indústria 4.0. O Bigdata permitirá a transformação de dados em informações estratégicas de cunho econômico. E, por fim, a internet 5G completará o cenário de robotização das tarefas de produção de bens, de serviços e de comércio. O que falar do e-comerce?

Encerro esta primeira abordagem com o simples alerta de que algo muito novo e disruptivo já chegou. Preocupa-me o futuro humano diante da nova economia disruptiva. Mas, consola-me lembrar que a mesma história humana foi construída em cima da superação de milhares de enormes conflitos. Agora não seria diferente.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail: onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

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