VLT x BRT | MUVUCA POPULAR

Domingo, 07 de Março de 2021

ARTIGOS Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021, 19h:04 | - A | + A




VLT x BRT

VLT x BRT

Este é um país de absurdos, por mais que tentemos explicá-lo; parece-nos uma tarefa hercúlea. Mato Grosso não é exceção: dentre diversas incoerências, a mudança abrupta e unilateral do modal de transportes entre a Cidade Verde e a Várzea Grande, feita governador Mauro Mendes é, no mínimo, preocupante, para não suscitar outros vieses.

É importante fazer um parêntese no raciocínio; infelizmente, a maioria não consegue estabelecer a diferença entre política de Estado e política de Governo, inclusive o próprio MM. Resumidamente: a primeira é estrutural, enquanto a segunda é conjuntural. Os mato-grossenses já gastamos mais de 1,2 bilhão no VLT; agora, vamos gastar mais 400 milhões, fora os aditivos que podem chegar facilmente a mais uns 150 milhões, apenas para satisfazer a sanha e os caprichos do ocupante do Paiaguás.

Claro que se comparamos os modais, veremos, de maneira facílima, que o VLT é, ao menos, um pouco superior ao BRT. Caso voltemos no tempo, o BRT daquela época era movido a Diesel, nem é necessário dizer da exorbitante emissão de CO2); fala-se atualmente em um BRT, como o VLT, movimentado por energia elétrica. Há, minimamente, três aspectos que deveriam ser discutidos: primeiro, o espaço necessário para ir e vir desse modal (claro que é maior do que o do VLT); segundo, o uso de pneus (basta pensarmos o porquê desse país ter rodovias e não ferrovias) e terceiro, a longo prazo, qual dos dois modais traz mais benefícios aos cidadãos? O mundo já provou que o VLT tem um impacto extremamente positivo sobre os espaços e as pessoas.

Diante desses fatos incontestáveis, deveríamos lançar uma dúvida nos interesses do governador. Seria Vossa Excelência essa figura impoluta e desprovida de interesses tanto para várzea-grandenses quanto para cuiabanos? Se bem conheço a realidade da política do nosso Estado, “não existe almoço de graça”, né Mauro.

Nesse impasse entre VLT e BRT, nada melhor que um plebiscito: Qual o modal que queremos para as nossas cidades? Tenha coragem e discernimento, governador; quem sabe assim, a democracia direta possa se fazer valer e não os caprichos de alguém que se pretendente dono dos nossos destinos. Alexis de Tocqueville afirmou: “Creio que, em qualquer época, eu teria amado a liberdade; mas, na época que em vivemos, sinto-me propenso a idolatrá-la”. E eu também.

 

*Sérgio Cintra é professor de Redação e de Linguagens em Cuiabá.


 
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COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

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Oi? - 23-01-2021 19:47:38

Uma pretendida obra que vai levar mais sabe-se lá quanto tempo pra ficar pronta, que vai "rasgar" o centro de grandes avenidas em VG e em Cuiabá, que pelo croqui apresentado vai ocupar mais espaço (uma pista de cada lado) nessas avenidas e, portanto, estreitar o espaço de circulação dos outros veículos, sem falar no drama dos cruzamentos. Enfim, mais um inferno na vida dos cidadãos das duas cidades. E não querem consultar o principal interessado - o povo? E o dinheiro que já foi gasto? E a parte de recursos que veio conveniada do governo federal - vão devolver? E qual a fonte dos recursos que seriam destinados ao BRT? Precisa esclarecer muito bem isso: o transtorno que vai causar, o tempo que vai levar e quanto vai custar aos cofres públicos - antes de começar qualquer intervenção.

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Carlos Nunes - 21-01-2021 19:52:15

Ih! É melhor consultar aquela cartomante médium, que numa matéria de um site da Capital, profetizou faz tempo: Temer não cai e o VLT não sai. Essa mulher acertou na môsca...tio Temer balançou, balançou, mas terminou seu mandato, foi até o fim. E o VLT não andou um metro sequer. Aí tio Silval, na delação, contou uma estória triste...o VLT só apareceu pra "alguns" passarem a mão no dinheiro. E ainda tinha uma turma de Deputados que chantageavam o tio Silval...só aprovaram matérias das Obras da Copa, VLT, etc, se corresse propina. Isso nem tio Silval aguentou mais...mandou tio Sílvio gravar todo mundo. Foi a maior pegadinha da história política de Mato Grosso. Portanto o VLT é filhote da Corrupção. Tomara que o BRT não seja. Fiscalização cerrada nele.

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