Ataque de Bolsonaro a repórter é 'tentativa de calar mulheres e prejudicar imprensa', diz organização internacional | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 08 de Abril de 2020

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OFENSA

Ataque de Bolsonaro a repórter é 'tentativa de calar mulheres e prejudicar imprensa', diz organização internacional

Em nota, a diretora-executiva da organização, Elisa Lees Muñoz, disse que estava "profundamente preocupada" com a jornalista e pediu que as autoridades brasileiras "cessem os ataques imediatamente".

"Jornalistas devem poder fazer seu trabalho sem medo de retaliação", afirmou também.

Nesta manhã, durante uma entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que a repórter "queria dar o furo a qualquer preço contra mim".

Presidente Jair Bolsonaro

O ataque foi feito após um ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp dizer, sem apresentar qualquer prova, que a jornalista teria tentado "se insinuar" sexualmente para ele em busca de informações. A declaração ocorreu na semana passada, durante depoimento do ex-funcionário à CPMI das Fake News no Congresso, e foi endossada na ocasião também pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

No comunicado em apoio à jornalista, a organização internacional destaca que essas falsas acusações provocaram uma "uma avalanche de ataques mordazes contra Campos Mello nas mídias sociais, incentivados e contribuídos pelas mais altas lideranças do Brasil, incluindo o presidente e seu filho".

"Esses ataques não apenas colocam em risco a segurança de jornalistas como Campos Mello, mas tentam silenciar as vozes das mulheres e prejudicar a liberdade de imprensa. Estamos com Campos Mello e imploramos às lideranças brasileiras que parem seus esforços para censurar a imprensa", diz Muñoz.

"Infelizmente, esses tipos de ataques de gênero são familiares demais. O mito de que mulheres jornalistas trocam sexo por dinheiro está impregnado nas culturas há décadas como uma maneira de desacreditar e difamar seu trabalho", critica ainda a diretora.

Segundo estatísticas citadas pela organização na nota, "70% das mulheres jornalistas sofreram mais de um tipo de assédio, ameaça ou ataque", realidade que frequentemente as afasta da profissão.

Repórter rebateu acusações revelando apuração

Após os ataques recebidos durante o depoimento na CPMI das Fake News, Campos Mello publicou suas trocas de mensagens com o ex-funcionário da agência de disparos de mensagens em massa, nas quais não havia qualquer indício daquilo que afirmou o depoente ao Congresso.

A situação atraiu repúdio de diversas entidades, instituições e políticos na semana passada — incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que cobrou punição ao depoente por falso testemunho.

Em 2018, Campos Mello publicou uma reportagem em que revelava que uma rede de empresas fez disparos em massa de mensagens com mentiras durante a campanha presidencial beneficiando políticos — entre eles, Bolsonaro.

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COMENTÁRIOS

(4) COMENTÁRIOS

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Ze - 24-02-2020 13:31:53

A mulher mente e fica por isso mesmo?

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Carlos - 24-02-2020 08:20:38

O que tem demais no presidente falar que a repórter queria dar o furo ou furico, de reportagem é claro.

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alexandre - 21-02-2020 01:17:13

mimimi petebas...

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Carlos Nunes - 20-02-2020 15:24:28

Vai entender parte da Imprensa Brasileira, e a Internacional também...A boca maldita diz que parte da Imprensa é Mercenária...é a famosa Imprensa Marrom. Em fatos insignificantes fazem uma tempestade em copo d'água, já nos assuntos realmente importantes não dão o valor que merece. Nessa Imprensa tem o Trigo e o joio...os bons jornalistas e os maus, tipo o gringo americano, que pra dar o furo no The Intercept Brasil, pegou informações até de hackers espiões mercenários...como se hackear as principais autoridades do país fosso absolutamente normal. Se hackear é normal, Grampear também deve ser... Já pensou se a moda pega, e começam a hackear meio mundo pra produzir notícias? Seria o furo de reportagem hackeado. Por causa de um furo (de reportagem) comentado pelo BOLSONARO, tão fazendo uma tempestade em copo d'água...A turma que só tem o sexo na cabeça, relacionou a declaração do BOLSONARO com sexo. Furo é um jargão dos jornalistas pra enfocar quando determinado profissional dá a notícia antes de todo mundo. O "queria dar o furo a qualquer preço contra mim", comentado pelo BOLSONARO, significa "descobrir alguma coisa que os outros não sabem ainda". Fuçar bem fuçado é função dos jornalistas pra descobrir coisas escondidas.

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4 comentários

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(Nenhum deles)

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