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Sábado, 24 de Agosto de 2019

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Cripta da catedral guarda restos mortais de apenas um cuiabano

É em um espaço no subsolo da Catedral Basílica Bom Jesus, no Centro de Cuiabá, que está a cripta. Ela abriga restos mortais de 8 personalidades da história da Capital, desses, o único cuiabano é Dom Francisco de Aquino Corrêa.

Seminarista fruto da criação salesiana, Dom Francisco foi o bispo mais jovem da história, designado à função aos 29 anos. Além da vida religiosa, se dedicou também à poesia, sendo o primeiro mato-grossense na Academia Brasileira de Letras.

Segundo o secretário da Catedral, Junior Alves, Dom Francisco foi um entusiasta da cultura e foi em sua gestão a fundação da Academia Mato-grossense de Letras. Ele morreu março de 1956, em São Paulo.

Apesar de ser e guardar parte da história cuiabana, o local ainda é desconhecido por boa parte da população que transita no entorno da Matriz. “Nossos visitantes são estudantes. Geralmente, as escolas organizam os passeios justamente para vivenciar e entender mais sobre a história”.

Memória 

No subsolo da Catedral, o espaço abriga também os restos mortais de Dom José Antônio dos Reis, Dom Luis de Castro Pereira, Dom Carlos Luis D’Amour, Frei José Maria de Macerata, Dom Orlando Chaves e dos bandeirantes Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil.

Para Julia Siqueira, que frequenta a missa da Catedral, é uma questão de preservação da memória cuiabana. “Eu sempre soube da cripta, nunca a visitei, mas acho essencial o espaço de preservação de personalidades que foram importantes para o crescimento da cidade”.

Dom Orlando Chaves, que morreu em 1981, foi à última personalidade a ter os restos mortais guardados no local. Há um processo burocrático e também natural, que deve ser respeitado, como lembra Junior Alves.

 

“No processo atual, o corpo é sepultado em outro local e só vem para a cripta anos depois, quando já não há mais estágio de decomposição. É uma das normas da Vigilância Sanitária, disse”. 

 

Serviço 

 

A visitação à cripta pode ser agendada na secretaria da Catedral, pelo telefone: (65)3623-2127.

 

 

A cozinheira Diva Gonçalves, que é paulista, mas está há 30 anos em Cuiabá, conta que não sabia da cripta. “Apesar de não ser católica, acho interessante que a igreja se preocupe em guardar a história. É importante para as futuras gerações”. 

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