A história de superação de Joice Hasselmann - De Cuiabá para o Brasil | MUVUCA POPULAR

Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019

ESPECIAL Segunda-feira, 08 de Abril de 2019, 07h:20 | - A | + A




Batalhadora

A história de superação de Joice Hasselmann - De Cuiabá para o Brasil

Do bulling na escola a deputada mais bem votada da história

 

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL/SP) foi homenageada com os títulos de “Cidadã Cuiabana” e “Cidadã Mato-Grossense” na última segunda-feira (01). A homenagem da Câmara de Cuiabá foi iniciativa dos vereadores Diego Guimarães (PP) e Abílio Júnior (PSC). Já a honraria da Assembleia Legislativa foi concedida pelo deputado estadual Faissal Calil (PV). Os parlamentares que representam Cuiabá e Mato Grosso são fãs da representante do Estado de São Paulo Joice Hasselmann.

A traição deixou o pai de Joice “fora da casinha”, ou alterado pelo uso constante de álcool (e outras coisas, que ela não disse o que eram). A pobreza fez com que Clemente, aos 22 anos, e sua mulher Terezinha, 21, saíssem da cidade paranaense de Ponta Grossa para trabalhar no norte do Brasil. Após irem do Acre até Roraima chegaram a Mato Grosso oito anos depois. A menina Joice tinha 8 anos (e a irmã 4 anos, mas Joice não fala nela).

O pai já era caminhoneiro, mas a mãe conseguiu emprego na panificadora do Supermercado Modelo, no final da Rua Ari Paes Barreto, no Cristo Rei. Joice diz que morou em Cuiabá, porém a irmã ficou em creche municipal no Cristo Rei porque os pais trabalhavam no supermercado, e ela foi matriculada na escola estadual José Leite de Morais. A deputada, que recebeu as homenagens dos representantes do povo mato-grossense não guarda boas lembranças da escola. “Estudei nas piores escolas do país... Eu estudava em uma escola chamada “Zé Leite”, pode prestar um negócio desses?”. É o que pergunta a deputada, para logo depois responder: “Não pode prestar um negócio desses.” O sonho da menina Joice era fazer faculdade de medicina e a escola “Zé Leite” não a ajudaria a alcançar esse sonho.

A narrativa de todo bom “bolsonarista” será sempre a mesma coisa: o individualismo triunfa pelo mérito apesar do Estado

Além do péssimo ensino dado na escola também havia o bullyng e a violência física: “Eu era a única branquela da escola, e as meninas queriam me esperar na saída para me bater, porque eu era branquela, então eu também sei o que é o preconceito pela cor”. Relembra Joice. “Minha mãe tinha que me buscar na porta da escola com o que tinha na mão, uma panela... para ninguém me bater”. Mas apesar do racismo das meninas negras da escola José Leite, a sua cor de pele chamou a atenção de um olheiro de uma agência de publicidade. Ela se tornou estrela de um comercial que precisava de uma menina branca e loira para se passar por uma norte-americana. As falas tinham que ser em inglês, e ela as decorou. E foi essa experiência que a levou a tentar a carreira de modelo em Cuiabá.

O trabalho de modelo foi dos 13 aos 17 anos (1991 até 1995). E quem a levava para os testes era o pai, e foi numa dessas, ainda no início, aos 13 anos, que o dono da agência teve que correr do seu Clemente porque a filha contou que tinha sido assediada pelo homem. Segundo Joice, ela só encerrou a carreira de modelo ao ser eleita “Miss Cuiabá” em 1995. Isso porque no ano seguinte ela se dedicaria, e seria aprovada no vestibular de medicina para a Federal (UFMT). O calcinhalhe concede o crédito no que disse em entrevistas e não se deu ao trabalho de checar nenhuma das declarações de Joice Hasselmann: Agencias de modelo e publicidade em Cuiabá dos anos 90; A lista de aprovados em Medicina em 1995; O jornalzinho publicado no Colégio Master em 1994 em que a aprendiz de jornalismo Joice Cristina publicou algo sobre o dono-diretor do colégio que a fez perder a bolsa integral e etc etc.

Ela só encerrou a carreira de modelo ao ser eleita “Miss Cuiabá” em 1995. Isso porque no ano seguinte ela se dedicaria, e seria aprovada no vestibular de medicina para a Federal (UFMT)

O que Joice conta é a reconstrução de uma narrativa particular, ou seja, é apenas a criação de um relato dramático de alguém que tinha tudo contra si e mesmo assim venceu todas as adversidades até ser uma vencedora inquestionável. A narrativa de todos os “bolsonaristas” será sempre a mesma coisa: o individualismo triunfa pelo mérito apesar do Estado. Ou para dizer em inglês: self-made man (ou nesse caso, self-made woman). As lacunas da biografia de Joice na passagem cuiabana (1986 até 1996) vão desde a rua em que morou. Ela disse que foi em alguma rua no bairro Boa Esperança, e que na frente da sua casa havia uma igreja da Assembleia de Deus feita de tábuas, e onde ela freqüentou dos 8 aos 12 anos. Mas pode ter se confundido, e freqüentado a igreja no bairro várzea-grandense do Cristo Rei, e depois mudado para o Boa Esperança (bairro nobre nos anos 80 e 90).

O sobrenome Hasselman, judeu-alemão, ao contrário do que diz, é por empréstimo do primeiro ex-marido com quem tem uma filha de 18 anos. O ex-marido, um dentista de Ponta Grossa, é igualmente “bolsonarista”, e também aprecia posar com armas de fogo nas redes sociais. O segundo ex-marido, com quem tem um menino de 8 anos, é um pouco mais calmo, porém, é igualmente contra os partidos políticos de esquerda, e é “bolsonarista”.

Atualmente Joice está casada com um médico do Piauí, e que é servidor público da pasta da Saúde, e sócio com a ex-mulher em alguns negócios de prestação de serviços médicos. O casamento aconteceu porque ele a procurou pelas redes sociais com muita insistência e se declarou um fã apaixonado por uma mulher tão corajosa quanto Joice. Eles estão casados há dois anos (de papel passado), e moram em casas separadas devido às agendas de trabalho.

A deputada é considerada uma grande influenciadora digital, com presença massiva nas mídias sociais, e com um publico cativo entre o eleitorado conservador brasileiro, e naturalmente navega na “onda bolsonarista”.  Mas os fãs cuiabanos da deputada Joice não conhecem a sua passagem por Cuiabá, entre os anos 80 e 90

Em tempo: A deputada Joice tem uma irmã, de 37 anos, e um irmão de 27 anos (de quem ela também não fala, e que poderia dizer que é cuiabano, e é caminhoneiro igual ao pai). A mãe continua fazendo a mesma coisa desde a época em que era jovem: Pães e doces. Há alguns anos abriu com a filha Joice um pequeno negócio (uma “portinha”) chamado Padaria Donna.

P.S. Neste fim de semana, um jornalista cuiabano contrário às suas ideologias, teve um áudio disseminado, onde diz que a parlamentar foi garota de programa quando morou em Cuiabá. Fontes consultadas pelo calcinha, no entanto, apontam que a afirmação é completamente falsa, Joice - ao que consta pelas pessoas pesquisadas por este site - que a conheceram, sempre foi uma garota exemplar, esforçada e batalhadora.

 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

(20) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do MPopular. Clique aqui para denunciar um comentário.

Aristofanes de Souza - 22-08-2019 12:08:57

Tudo que a Joice declarou é verdade! Ela foi e é uma guerreira vencedora! Necessitando de uma apresentadora comercial para nossos equipamentos, fabricados em Cuiabá, na época, consultei a apresentadora Global, Paula Saldanha, por ela ter um perfil de Americana. Como as exigencias foram muitas, optamos por buscar uma outra que pudesse subistituir a Paula Saldanha e a amiga de minha filha, Joice se prontificou para o desafio de fazer um comercial em Inglês. Em uma semana ela decorou todo o texto e com a anuencia de sua mae Tereza e de seu pai Clemente, fez o comercial na Globo e na Bandeirantes, na época. Foi um suscesso e vendemos em um mês a produção de um ano. Pena que o governo Collor interviu no mercado da mineração, com o sequestro da poupança e tivemos de fechar a emprêsa. Tudo que a Joice declarou é a pura verdade e considero ela uma guerreira e vencedora. Tomara que continue a fazer mais para o Brasil pois, o Brasil necessita de pessoas patriotas como JOICE HASSELMAN.

Responder

4
0


RENATTUS - 19-07-2019 18:08:34

He...!!! tia luiza..... na ponte nova....

Responder

1
1


Ana Luz Silva - 22-05-2019 03:49:48

A Joice me parece uma pessoa que, contra todas as dificuldades, buscou se superar e conseguiu. Só quem sabe o que é ter um lar desestruturado pode se pôr no lugar dela, por isso eu a admiro (ela fez do limão uma limonada). Mas se o sobrenome dela não é Hasselmann, qual seria? Adoraria ver o histórico escolar dela dessa escola Zé Leite, hahaha. A matéria está ótima, mas faltou dar os créditos da fonte, que é prática no bom jornalismo.

Responder

10
10


Edu dL - 22-07-2019 16:34:10

O nome dela de solteira é BEJUSKA.

Responder

2
0


Capitã - 19-05-2019 11:33:28

Sou fã deste site. Amei a história!

Responder

0
3


Cláudio - 10-04-2019 12:44:40

Sou fã de pessoas vencedoras. Claro que pra se caracterizar como vencedora o passado não deve ter sido muito animador. Porém o que conta é o hoje. E por esta razão sou fã incondicional da Joice. Ela conquistou seu espaço e está dando um show de competência. Agora, você que está aí criticando: o que você conquistou? Infelizmente a inveja domina o coração dos brasileiros. Não importa o passado eu estou aplaudindo a Joice e não adianta a inveja, ela vá chegar o presidência da república. Abraços a todos, sem inveja.

Responder

9
25


Helena Giovanini - 09-04-2019 20:59:09

Quem deve ter adora essas matérias ai foram os três filhos do Bolsonaro, Flávio, Eduardo e Carlos. Todo mundo sabe que os três detestam a deputada Joyce. Esse Rodrigo se deu bem....kkkkkkkkkkk. Ainda mais depois que vazou uma conversa dela na visita aqui, criticando os três.

Responder

8
4


Paulo Barth - 09-04-2019 13:51:34

Buque Rosa da década de 90? desfrutado pelo TJ...kkkkk...confere produçãoi?

Responder

16
2


Aparecida Senta - 09-04-2019 13:20:06

Aparecida Cintra, minha quase chará, primeiro a deputada vai ter que responder as dezenas de processos que ela sofre, que vão de falsificação ideologica a calunia e difamação passando por outros mais graves. Kajuru tem muito a explicar e diversos processos pra responder tambem, ante de querer processar alguem, inclusive vai ter que provar tudo que dise do ministro Gilmar. Agora se eu fosse a deputada não mexeria com isso não, vai feder mais. Pode aparecer um tal de "Book".

Responder

19
3


Aparecida Cintra - 09-04-2019 12:24:01

Os advogados de Kajuru e Joice interpretaram ações altíssimas em cima dos "responsáveis", ou melhor, dos irresponsáveis. Diga-se de passagem que que para cada ação civil, eles estarão disponibilizaram da petição inicial uma boa grana, para uma ação de milhões...

Responder

6
6


maria - 09-04-2019 14:08:17

O Moro e a Bolsopatia ,estão assassinando o nosso Idioma !!!

Responder

12
6


mané - 09-04-2019 06:44:24

Resumindo ; PUTA !!!

Responder

17
3


Pedro - 09-04-2019 04:59:05

Nossa ela fala dessa maneira, que estudou nas piores escolas, falou em tom de deboche da escola Ze Leite, nunca ouvi falar nessa senhora e hje vejo gracas a Deus que nao me fez falta saber quem foi quem e? Apenas acho que ela como pessoa publica deveria pesar nas palavras elaborar um discurso mais etico, por isso Cuiaba e desse jeito valoriza os de fora e nao da atencao aos que sao de berco da cidade. Lamentavel

Responder

22
6


Luiz - 08-04-2019 19:13:24

Não tenho nenhum preconceito se é pecador ou ex-pecadores, e muitas heresia desse povo dar uma de moralista depois de provar o pecado, é pura sacanagem com os futuros pecadores, mas no entanto devemos pegar esse f.p. de vereadores e deputados e meter no c deles esses títulos,. Tem que homenagear os cuiabano ou não que aqui reside nesse ???? graus e contribui com o desenvolvimento da capital . É só piada

Responder

15
3


Ex-aluna - 08-04-2019 18:59:25

A verdade sempre vem. Ela falou mal da escola Zé Leite pq o diretor de lá é contra o Bolsonaro. Aí a medíocre desmoraliza toda a escola. Merece um processo!

Responder

29
8


Nelso - 08-04-2019 17:08:27

Entao ela passou no vestibular depois que o dono do Master 'pegou' ela? Isso estando há seis meses sozinha em Cuiabá, porque seus pais haviam voltado para Ponta Grossa, ela vai para lá em novembro, porque já tinha passado no ensino médio e não seria reprovada por falta. E então com muita saudade foi para visitar a mãe, e fica na casa de uma amiga o mês inteiro de novembro. Já no mês de dezembro outra amiga que trabalhava em uma rádio a chama para fazer um teste de radialista, ou comentarista de rádio, e ela vai lá e passa no teste. Após passar no teste confessa ao dono do rádio que não é jornalista. E não jornalista formada porque estava esperando as aulas de medicina começarem na UFMT. ESSA HISTÓRIA É COMO ELA, UMA FRAUDE! Uma pessoa como ela, famosa porfraudar textos e roubar colegas jornalistas não merece esse crédito dado por este jornal.

Responder

39
5


Amendoim - 08-04-2019 17:02:46

Ela decidiu sair da "Zé Leite" e foi para o colégio Master. E como foi isso? Ela teria pedido bolsa ao dono, e o dono a mandou fazer uma prova, na qual passou em primeiro lugar... Depois ganhou o título de Miss Cuiabá? Depois passou no vestibular de Medicina? Que história mais fajuta essa moça conta. Nao engana ninguém não. Fico com a versão do áudio

Responder

23
5


Hugo Cezar Benedetti - 04-05-2019 17:54:10

Esse pessoal comuno petista não tendo como combate-la na argumentação apelaram à moda comunista, a do mais baixo nível. Eu não acredito dela ter sido garota de programa, mas se fosse o que teria de mais? Ela não prejudicou ninguém? Pior são os comuno petistas que integram uma organização criminosa em que toda a liderança está presa ou em vias de ser preso. Veneram um bandido presidiário. Da Joice nunca se ouviu falar dela roubar alguma coisa.

Responder

3
16


Joe Bulker - 19-05-2019 11:36:55

Sempre tem um mangina pra puxar saco dessa gorda.

Responder

5
1


Matheus - 08-06-2019 03:06:55

A Joyce é na verdade barraqueira e de péssima educação não sou fã dos filhos do bolsonaro porém o Flávio, o Carlos e o Eduardo Bolsonaro ganharam pontinho no meu avaliar conceitos por não gostar da barraqueira Joyce.

Responder

3
2


20 comentários