Contrato de submissão: Caso do advogado que subjugou uma garota pobre não deve ser considerado normal | MUVUCA POPULAR

Domingo, 25 de Outubro de 2020

ESPECIAL Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2020, 05h:37 | - A | + A




Editorial

Contrato de submissão: Caso do advogado que subjugou uma garota pobre não deve ser considerado normal

Relação pode violar direito das mulheres mato-grossenses


Muvuca Popular

 Foto: montagem 

O caso de um advogado de Cuiabá que enviou contrato de submissão sexual à Justiça viralizou nos últimos dias nas redes sociais (Veja aqui). O advogado foi contratado para acionar uma seguradora (Seguros Sura) que se recusou a reembolsar a sua cliente após o roubo de um aparelho celular.

O advogado deveria anexar no processo o contrato do seguro, mas acabou anexando outra coisa, o contrato dele com a mesma cliente estipulando deveres sexuais de “Dominador” (advogado) e “Submissa” (cliente), nos mesmos moldes do filme “50 Tons de Cinza”.

O filme inspirador mostra o romance entre a estudante inexperiente Anastácia e o atraente e milionário Grey dentro dos prazeres do sadomasoquismo. O romance foi um sucesso de bilheteria. Porém, a discussão provocada pelo filme não passou do fetiche sexual entre dominadores e submissas, e embora esteja no campo da ficção, acabou influenciando comportamentos idênticos.

O caso do advogado e da sua cliente em Cuiabá também é uma mistura dos “Sugar dating”, em que uma das pessoas, a mais jovem e mais pobre, é sustentada financeiramente por outra, normalmente muito mais velha e com mais dinheiro, e os “Casamentos por prazer”, que ocorrem entre os muçulmanos.

Curioso que o contrato cuiabano estipule o prazo de relacionamento de três meses. O mesmo período estipulado por alguns religiosos muçulmanos quando um homem contrata os serviços sexuais de uma mulher por um curto período e legalmente fica responsável por ela por até três meses. O contrato muçulmano é para dar alguma garantia a mulher em caso de gravidez.

O advogado de Cuiabá não é rico. É apenas um homem de meia idade, solteiro, com filhos, recém-formado, que tenta se firmar na profissão. O Muvuca Popular conseguiu identificar, com exclusividade, a identidade de ambos. O dominador mantém uma página sem o seu nome real, onde posta fotos aparentando uma vida de luxo, viagens e curtição e tem uma relação de amigos virtuais composto escencialmente por mulheres jovens de classe média baixa. O mesmo padrão da cliente “Submissa”.

A cliente é uma jovem garota, bela, estudante, solteira e tem um filho. O ex-companheiro dela responde a um processo por agressão (Lei Maria da Penha), mas no mesmo ano ele se casou com outra jovem mulher, com quem teve uma filha, e as coisas entre eles se acalmaram. Ele tentou ser policial, e a continuar estudando, mas ainda não conseguiu.

Ela seguiu seu caminho e acabou entrando na rede dady, aceitando ser a 'submissa" do caso amplamente divulgado nas redes sociais nesta quinta (9).

O contrato de dominação assinado pelo casal cuiabano tanto pode ser um fetiche entre os dois, ou algo prazeroso entre as partes, quanto pode ser a dissimulação da exploração de uma jovem desafortunada e desprotegida, por outro que está em melhores condições, ainda que seja do mesmo estrato social. É claro que um contrato de dominação por si só é uma perversidade, ou parafilia (distúrbios psíquicos que se caracteriza pela preferência ou obsessão por práticas sexuais socialmente não aceitas como a pedofilia, o sadomasoquismo, o exibicionismo etc).

As autoridades de direito, especialmente as de Defesa da Mulher, deveriam estar atentas a ocorrências desse tipo. Pode não ser nada, ou pode ser um padrão de comportamento que viola os direitos da mulher mato grossense.

A identidade da 'cliente' será preservada, mantendo assim o compromisso deste portal, homenageado este ano pelo Instituto da Família e da Mulher +Q vencedoras, como site "amigo das mulheres".

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COMENTÁRIOS

(15) COMENTÁRIOS

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Samia - 10-01-2020 12:07:37

Qualquer forma de perversidade é condenável, especialmente envolvendo opressão financeira e subjugação do corpo

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olavo - 10-01-2020 11:03:00

há pronto começou o mimimi!!!!!!!!!!!!!!!!!!! vão dormir, ninguém obrigou ninguém a nada, e nesse caso é até melhor, ficou claro entre as partes!!! se ela se sentir lezada, ai em documento cabal pra buscar ressarcimento!!! essa turmo do politicamente correto são tudo HIPÓCRITAS!!!! vcs do mimimi não dizem "meu corpo minhas regras" ué tá tudo na regra dela, tem até contrato!!! querem mais o que? tem mulher por ai saindo com advogado só pra ferrar marido na vara da familia!!! isso vcs não falam né? isso é o que?... me poupe... fica a dica, tem tiver um modelo desse contrato arrumo ai pra gente... nunca se sabe a hora que vão fazer um B.O. falso pra ferrar com nós homens... fica a dica!!!!!

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Luis - 10-01-2020 10:45:26

Eu queria ver a cláusula do preço achei interessante até

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Luis - 10-01-2020 10:44:25

Eu queria ver a cláusula do preço achei interessante até

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Marcio - 10-01-2020 10:42:36

era prestação de serviço paga em prestações de serviços??????????????????????

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Leitor - 10-01-2020 10:38:27

Quanta informação por causa de um anexo srrs

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Mariana - 10-01-2020 10:37:04

Se ela era pobre agora vai ficar rica

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Mazé - 10-01-2020 10:34:21

ele assistiu muito 50 Tons de cinza??

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Laerte - 10-01-2020 10:33:46

Quando ele entrar na vara civil, todos vão ficar olhando para ele e comentando o Dominador chegou e quem será a próxima? a mulherada vai ficar batendo em cima hoje em dia não dão descansos para dominador

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Dirceu - 10-01-2020 10:30:50

Só consigo pensar em palavrões na hora H kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Aline - 10-01-2020 10:29:55

Acho que alguém vai ganhar muito dinheiro com essa repercussão

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Flávio - 10-01-2020 10:28:07

Cada dia mais impressionada com o ser humano, qual o problema nisso? depois a mulher quer processar e o homem não tem como se defender

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Katia - 10-01-2020 10:27:26

Não houve arma na cabeça

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Fabiana - 10-01-2020 10:27:10

Tem um milhão de advogados ela tinha outras opções, aceitou tal medida porque queria

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Zito - 10-01-2020 07:36:53

Abordagem perfeita, parabéns!

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15 comentários

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