Taques acertava recebimento de dinheiro na sacada do seu apartamento | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 26 de Junho de 2019

ESPECIAL Sábado, 20 de Outubro de 2018, 04h:34 | - A | + A




"Caixa forte"

Taques acertava recebimento de dinheiro na sacada do seu apartamento

Eraí Maggi repassou R$1 milhão para empresário que emprestou dinheiro para campanha de Taques

A delação do empresário Alan Malouf está causando pavor em figurões políticos de Mato Grosso, empresários e empreiteiros em geral.

Um trecho do documento conseguido com exclusividade pelo MPopular, revela que o mega sojicultor, Eraí Maggi chegou a pagar, em espécie, o valor de R$ 1 milhão, a titulo de 'ressarcimento' ao empresário Alan Malouf.

Foi nessa ocasião que ele foi gravado dizendo que (em relação a Pedro Taques) 'estava tudo dominado'.

Quem admite o pagamento do empréstimo por Eraí é o próprio Alan, que apresentou as provas documentais junto ao STF, inclusive com vídeos mostrando a proximidade dele com Taques. O detalhe é que o delator não pode mentir, sob o risco de ter a delação anulada, perdendo assim qualquer benefício, e no caso de Alan Malouf, existe a possibilidade de voltar pra cadeia se mentir para a justiça.

Dinheiro na sacada

Pedro Taques também acertava empréstimo de dinheiro na sacada do seu prédio. Um dos encontros de Taques antres de ser eleito governador, foi com o empresário gráfico Sr. Dalmi Defanti. O encontro foi no apartamento de Taques "Mais precisamente em sua sacada, no edifício Riviera Santa Rosa, em Cuiabá", relata o delator com toda riqueza de detalhes.

Consta na delação que o dinheiro entrou via Caixa 2, porque "o então candidato Pedro Taques ficou com medo de declarar a doação", diz o relatório..

Acerto de restos a pagar

Em dezembro de 2014, o grupo formado por ele e por Marcelo Maluf, Erivelton Gasques, Fernando Minosso, Juliano Bortoloto e Julio Modesto reuniu-se com o Governador Pedro Taques, no apartamento deste.

Secretário de Taques durante toda a gestão, Julio Modesto apresentou aos empresários o que faltava ser pago da campanha, registrados em planilha das dívidas e receitas não contabilizadas.

O valor da dívida era de quase 7 milhões, o que fez o governador dizer "ganhamos, mas não levamos". Os empresários decidiram quitar a dívida, com a formatação de empréstimos. Foi feito um empréstimo com juros de 1,5%. Os pagamentos eram tratados em reuniões, em que os empresários traziam as empresas para as quais pediriam ajuda. Apresentava-se lista a Pedro Taques que concordava ou não com os nomes a serem buscados.

O delartor revela que colocou mais R$ 2.500.000,00 (não ao fim, mas ao longo da campanha), o que foi explicado detalhadamente a Julio Modesto e a ele mostrado dados para posterior verificação. Cita, por exemplo, que 'Marcão' era dono do "QG da campanha" e que os valores apresentados na prestação oficial não bate com aqueles efetivamente pagos. 

Destacam-se alguns: Junior Cuiabano (radialista) seria outro exemplo. "Osvaldo S" (Osvaldo Sobrinho) seriaa um colaborador, que funcionava como coordenador de campanha do interior do Estado. O delator aponta que os valores a serem repassados aos coordenadores tratava-se de valores para cabos eleitorais.

Não se esclarece o valor destinado à Samira Martins, ex-mulher de Pedro Taques.

 

 

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Caracoles - 20-10-2018 08:47:48

Pedrinho malvadeza sifu...!

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Carlos Nunes - 20-10-2018 08:17:23

Ih! Tio Taques vai ter que responder pela delação do Malouf, a do Permínio, pelos Grampos não resolvidos ainda, pelas Pedaladas no FUNDEB...pelo que mais? Enquanto tá como Governador, tá blindado...acabou o mandato, perdeu a imunidade parlamentar...aí o couro come. Aí, até delator premiado fica mais audacioso, abre o bico e conta estórias. A piada estadual são os famigerados Grampos, e a crucificação do Cabo, como espião tupiniquim perigosíssimo. Bons tempos eram aqueles em que um Cabo era só um simples cabo, que só cumpria ordens...e não um espião mais perigoso do que o James Bond.

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Colirio - 20-10-2018 07:14:39

FATO XV - DELAÇÃO ALAN MALOUF - STF PROCEDIMENTO n° 1.1111.000.001718/2017-14 -0 - SELMA ARRUDA - Narra Alan Malouf que Fábio Galindo - ex-promotor de justiça, que compôs a Secretaria de Segurança do Estado do Mato Grosso - após se exonerar, ofereceu ao colaborador e a outro empresário (dado não ficou suficientemente claro) uma "estratégia" para blindar o colaborador de ações junto ao GAECO, informando ser muito próximo do coordenador, Marco Aurélio e da juíza da 7 vara de Cuiabá, Selma Arruda. Cobrou-lhe R$ 3.000.000,00, para tanto. Aponta, como possível elemento de corroboração o levantamento das ERBs de Fábio Galindo no dia 20.3.2016, apontando os terminais utilizados por ele à época. Decisão JUDICIAL do STF: vedação ao envio à 7" Vara Criminal Comum de Cuiabá porque mencionada nas declarações DO DELATOR A JUÍZA SELMA ARRUDA.

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