Abracrim repudia manutenção da prisão de advogados acusados de extorsão | MUVUCA POPULAR

Domingo, 15 de Dezembro de 2019

GERAL Segunda-feira, 04 de Novembro de 2019, 17h:05 | - A | + A




Tentativa de Extorsão

Abracrim repudia manutenção da prisão de advogados acusados de extorsão

Delegado disse que em momento algum eles se apresentaram como advogados à suposta vítima


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Apesar da nota de lamento, solidariedade e repúdio da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim-MT), quanto a ordem de prisão e sua manutenção contra os advogados Silvio Eduardo Polidorio e Jayme Rodrigues Carvalho Junior, acusados de suposta tentativa de extorsão no valor de R$ 800 mil, seguida de ameaça contra a vida do ex-prefeito de Guiratinga, Gilmar Domingos Mocellin, e de sua família, o delegado Henrique Trevisan, que na época representou pela prisão dos envolvidos, diz que sua atuação foi cabível. 

“A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está na defesa de seu integrante, e é de se esperar que afirme isso. Eu representei pela prisão por entender cabível, e o Juiz concordou e deferiu com manifestação favorável do representante do Ministério Público”, declarou com exclusividade o delegado, ao site Muvuca Popular, nesta segunda-feira.

A prisão foi determinada pelo juiz Aroldo José Zonta Burgarelli, da Vara Única de Guiratinga, em 11 de outubro, que negou recurso da OAB-MT para revogar a decisão, no dia 31 de outubro.

No entanto a OAB-MT, na sexta-feira (1), um dia após a decisão reiterada do juiz, encaminhou e distribuiu um habeas corpus (1) ao desembargador Rui Ramos Ribeiro, da 2ª Câmara Criminal. E no domingo (3), a Abracrim publicou a nota de lamento, solidariedade e repúdio pela decisão de manutenção das prisões dos advogados Silvio Polidorio, presidente da subseção de Colíder, e Jayme Rodrigues, que atua e mora em Alta Floresta. (Confira a nota)

ENTENDA O CASO

Conforme a narrativa do delegado Henrique Trevisan, havia um conflito sobre uma terra, que seria a Fazenda Ponte Alta, no município de Guiratinga, entre uns irmãos. Em que há muito tempo o pai deles vendeu e não se sabe o porquê pensam que as áreas que foram vendidas são maiores do que constam no documento. Mas o irmão que teria dado problema seria o Carlito Ramos Rezende, que está envolvido neste fato com os advogados acusados, bem como Davi Souto da Silva, Helio Perina Junior e Luiz Carlos Felix Viana, todos com ordem de prisão expedida.

No entanto, o ex-prefeito adquiriu esta terra de uma quarta ou quinta venda subsequente. “Esses irmãos na verdade estão passando por uma fase financeira muito difícil, por ene razões. E esse irmão, o Carlito, decidiu extorquir esse ex-prefeito para obter dinheiro. Há muito tempo atrás vem essa mágoa de achar que a área não corresponde ao que foi vendido muito antigamente. Então contratou esse pessoal lá da região de Sorriso, Sinop, todo eles, que é um grupo desses cobradores que se valem de violência, fazem ameaça, que seriam Davi Souto da Silva, Helio Perina Junior e Luiz Carlos Felix Viana, e os advogados também”, conta o delegado.

Henrique Trevisan ainda esclarece que nem como advogados Silvio Polidorio e Jayme Rodrigues se apresentavam.

“A impressão que eu tenho ali, isso nenhum deles declarou, mas que só a investigação pode confirmar é que esses advogados gerenciam essas cobranças. As pessoas procuram esse Davi, eles cobram um percentual e vão extorquir. Mas veja bem, eles não se identificam como advogado, em momento algum. Tanto é que na própria investigação as vítimas ou quem eu ouvi disse que algum deles se identificavam como advogados”, relata.

“Até porque seria sem motivo se apresentar como advogado para fazer a cobrança neste formato. Em dizer: eu sou advogado e se você não pagar eu vou atentar contra a sua família, eu vou te matar. Seria sem sentido ele usar esta estratégia para fazer uma extorsão. A maior parte das ameaças era implícita, as outras eram: estou aqui na sua família, sei aonde a sua filha mora e por aí vai”, complementa.

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A última ameaça, sendo mais crítica, teria acontecido no mês de agosto deste ano, quando invadiram a fazenda em duas caminhonetes, fecharam as entradas, com pessoas todas vestidas de preto. Os funcionários disseram estar aparentemente armados, em que um descia do carro e outros três ficavam aparentar portando arma pedindo que o ex-prefeito se apresentasse.

Segundo as investigações, a atuação deste grupo contra o ex-prefeito estaria acontecendo desde meados do ano passado, em que chegaram a primeira vez, já em tom de ameaça “de que iria piorar caso não pagasse o valor de R$ 800 mil”. O ex-prefeito Gilmar Mocellin não teria pago e depois procuraram a esposa dele para constranger e coagir.

O delegado Henrique Trevisan está em fase de mudança para Cuiabá e quem fica responsável pelo caso é o delegado de Rondonópolis, Fernando Fleury.

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COMENTÁRIOS

(1) COMENTÁRIOS

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ALAIR THOMAS - 04-11-2019 17:27:04

Muito comum nessa região (Sinop-Sorriso) a atuação dessas milícias de cobradores, porém a novidade é a participação da OAB.

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