Coordenador da Sema é exonerado após suspeita de envolvimento em fraudes | MUVUCA POPULAR

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GOVERNO Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019, 18h:00 | - A | + A




Operação Polygonun

Coordenador da Sema é exonerado após suspeita de envolvimento em fraudes

Ronnky Chaell Braga da Silva é acusado de autorizar desmatamentos em reservas legais


redacaomuvuca@gmail.com

Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) / Foto: Reprodução

O governador Mauro Mendes (DEM), exonerou o coordenador de Recursos Florestais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Ronnky Chaell Braga da Silva, devido às suspeitas de que o servidor estaria autorizando desmatamentos ilegais para fazendeiros da região.

O ex-coordenador foi alvo da 6ª fase da Operação Polygonun, que apura fraudes visando o desmatamento da vegetação nativa, diminuindo a área destinada à reserva legal, ao classificar a tipologia da propriedade de área de floresta em área de cerrado, em desconformidade com a lei.

Segundo informações da Polícia Civil, relatórios de tipologia elaborados por engenheiros florestais, contendo informações falsas acerca do tipo de vegetação existente no imóvel, eram encaminhados à Sema, órgão responsável por vistoriar a área e confrontar as informações apresentadas no laudo.

No entanto, alguns servidores responsáveis pela vistoria iam a propriedades rurais e validavam as informações falsas, reenquadrando a classificação da fitofisionomia vegetal da propriedade, aumentando a área passível de desmate com diminuição do coeficiente de reserva legal.

As investigações indicam que proprietários de imóveis rurais, através de engenheiro florestal, estariam fraudando o sistema ambiental com relatórios ambientais inidôneos. O imóvel localizado em bioma amazônico, por exemplo, pode ser desmatado em apenas 20%. Contudo, se a tipologia florestal for de Cerrado, o proprietário tem direito a desmatar 65%.

Com um relatório falso aprovado pela Sema é possível desmatar mais do que o triplo permitido pelo Código Florestal. Assim, uma fazenda de 10.000 hectares, localizada no bioma amazônico, poderá desmatar 4.500 hectares a mais com o relatório fraudado aprovado pela Sema.

Justiça
A juíza da Vara Especializada do Crime Organizado, Ana Cristina Silva Mendes, concedeu liberdade para quatro alvos da 6ª fase da Operação Polygonum, deflagrada na manhã de segunda-feira (16).

Foram soltos Roberto Passos de Oliveira, Heverton Neves R. Moraes, César Farias, Juelson do E. S. Brandão, Pedro Dalla Nora e Carlos Vitor Timo R. Jr..

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COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

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Paquin - 19-09-2019 08:27:20

É claro que tem angú aí, OLAVO! Ou acha que o governador, por ser também bastante culpado, não só por ser o responsável pela nomeação, do agora exonerado, mas por outras "cositas" mas! Ou acha que essas liberações para mineração saem de graça? O grupo, vendo a corda bamba e prestes a romper, estão anulando os "nós" podres! Em idos tempos, quando a vigilância não era tanta e não se tinha redes sociais para esparramar noticias, teve gente que saiu daí desse secretaria "bamburrado"! Quer saber quem? Faça uma pesquisa e veja quem passou por lá, que quando entrou tinha uma mão na frente e outra atrás e agora tem algumas fazendas e muito gado!

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Olavo - 18-09-2019 18:41:07

Sou a favor de punir, mas esse imediatismo tão rápido assim, já condenaram? Cadê o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório? E o PAD fica aonde? Tem angu nesse caroço...

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