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GOVERNO Quinta-feira, 02 de Julho de 2020, 13h:39 | - A | + A




Sem padrinho político, Aladir Leite deseja provar que é possível eleger senador

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 Foto: Reprodução

Num cenário em que são desenhadas dezenas de pré-candidaturas ao Senado da República por Mato Grosso, o servidor público Aladir Leite Albuquerque deseja provar que é possível conquistar uma cadeira sem ter padrinho político forte e sem dinheiro, mesmo num pequeno partido. Ele é filiado ao recém-criado Partido Pátria Livre (PPL), onde pretende ajudar a construir candidatura do presidenciável João Vicente Goulart (PPL), filho do ex-presidente João Goulart, morto no Uruguai, em 1976.

Servidor de aposentado da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), mas com passagem por diversos órgãos, Aladir Leite deseja demonstrar que, apesar da descrença de setores políticos, um partido pequeno pode eleger um senador.

“É por isso que, como servidor público [aposentado] de Mato Grosso, decidi buscar vaga no senado federal”, citou ele, em release enviado pela assessoria.

Entre as propostas do pré-candidatura estão a valorização da Saúde, da Educação, da Segurança, do meio-ambiente e dos trabalhadores de forma geral. Ele entende que a participação dos candidatos em partidos emergentes, como o PPL, enriquece a discussão dos problemas de Mato Grosso e o eleitor terá a oportunidade de escolher seus candidatos ao Senado num leque ampliado, nas eleições de 2018.

“Teremos candidatos de vários seguimentos: do agronegócio, do Poder Judiciário e outros. Porém, pela primeira vez teremos um funcionário público na disputa de uma das vagas no Senado Federal”, avaliou ele.

Aladir Leite Albuquerque entrará na disputa pelo Partido Pátria Livre (PPL), avalizado pelos  39 anos de serviços públicos prestados em diversos órgãos, como o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, da extinta Fundação do Menor de Mato Grosso (Febemat), Prefeitura de Cuiabá.

E, depois de encerrar seu tempo de serviço, na Secretaria de Estado Trabalho e Assistência Social (Setas), o servidor aposentado avaliou que o funcionalismo já deveria estar inserido na política eleitoral há muito tempo.  “A busca é pela garantia dos direitos e de melhorias aos trabalhadores, especialmente do serviço público, e também da iniciativa privada, como dos pequenos e médios empresários, dos pequenos e médios produtores rurais, dos trabalhadores da construção civil, das empregadas domésticas, das diaristas, dos feirantes, dos vigilantes e dos vendedores ambulantes”, argumentou o pré-candidato.

A vasta bagagem de muitos anos de militância em favor de ações sociais e comunitárias, segundo Aladir Leite, credenciam-no à batalha eleitoral. Ele observo que, no passado, teve inúmeras chances de sair candidato a vereador em Cuiabá,  mas que só agora tem um projeto político forte à altura do serviço público de Mato Grosso, o que vê com alegria e disposição.

Entre outras propostas do pré-candidato estão a valorização da terra, do meio-ambiente, do trabalhador e políticas públicas voltadas para a saúde.  “Tenho como prioridade o meio ambiente, pois nos últimos anos Mato Grosso foi vítima do desmatamento de forma criminosa, para atender os gananciosos do agronegócio”, denunciou o pré-candidato a senador pelo PPL.  

“Mas iremos lutar para o fortalecimento da agricultura familiar, pela recuperação do MT Saúde,  pelo Residencial do Servidor Público,  pelo fortalecimento dos profissionais da área social, segurança, saúde, educação e outras”, destacou Leite Albuquerque.

O pré-candidato ao Senado afirmou que o grupo irá lançar também candidatos a outros cargos políticos e, possivelmente, também ao governo de Mato Grosso. Apesar das revelações do Fórum Sindical, sobre as pretensões de lançar nomes às eleições de outubro, Aladir Leite negou qualquer relação de seus projetos com os representantes do sindicalismo.

Segundo ele, a decisão foi pessoal e referendada pela família, pelos amigos e, principalmente, pela direção do partido e de seu grupo político. Aladir Leite explicou que seu grupo político está entrando na briga com raça, com a cara e a coragem para enfrentar os gigantes que fazem parte das oligarquias políticas e econômicas de Mato Grosso. “É por isso que coloca o meu nome para ser avaliado. Espero que a sociedade pese na balança dois fatores importantes. Escolher alguém que seja ficha limpa e que tenha coragem de enfrentar a classe dominante através das oligarquias que querem se perpetuar no poder”, complementou Aladir Albuquerque, sobre sua disposição em brigar por uma cadeira no Senado pelo PPL. Movimento Revoluncionário

O PPL tem origem no antigo MR-8  (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), um grupo que defendeu a guerrilha e a luta armada logo após a instauração da ditadura militar, em 1964. A partir dos anos de 1980, o MR-8 abandonou definitivamente a defesa da luta armada no contexto da redemocratização do Brasil e seus líderes se filiaram ao MDB.

Os principais líderes do MR-8 em Mato Grosso foram o ex-governador Dante Martins de Oliveira (in memorian), o ex-prefeito Percival Muniz, de Rondonópolis; o ex-vereador Antônio Totó Parente, de Cuiabá; e o professor Genilto Nogueira, ex-secretário de Estado; entre outros.

Com o fim do bipartidarismo, a decisão de sua direção de continuar militando nas  fileiras do PMDB não causou surpresa, já que suas lideranças ocupavam cargos e setores estratégicos, no partido. Atualmente, o presidente nacional do PPL é o ex-guerrelheiro Sérgio Rubens, da Guerilha do Araguaia.

Inflação de pré-candidatos

Com a entrada de Aladir Leite Albuquerque no páreo, já são 14 os pré-candidatos para o Senado da República por Mato Grosso, em 2018.

Os nomes que já são citados: Jayme Campos (DEM), Nilson Leitão (PSDB), Carlos Fávaro (PSD), José Medeiros (Podemos), Adilton Sachetti (PRB), Selma Arruda (PSL), Oswaldo Sobrinho (PTB), Aluízio Leite (PV), Hiram Melo (PTB), Marageth Buzetti (PP),  Roberto Barra (PSDC), maestro Fabrício Carvalho (PDT) e Maria Lúcia Cavalli Neder (PC do B), além do próprio recém-lançado Aladir Leite.

Tudo leva a crer que a desistência do ministro da Agricultura e Pecuária, senador Blairo Maggi (PP), em concorrer à reeleição para o Senado, indiretamente provocou o afloramento dos mais obscuros sonhos de quem imagina pisar no Senado. A saída de Maggi do cenário permite que muita gente posse a investir no sonho de se tornar senador por Mato Grosso.  

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