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EDITORIAL: Acreditamos na Democracia, logo somos contra Bolsonaro

Site Muvuca Popular assume posição nas eleições

Redação

O Muvuca Popular, com 3 anos no ar, e vencedor do prêmio GW100 de site revelação (2016-2017) e eleito em 2018 entre os cinco melhores do estado, é um espaço idealizado para cobrir a política de Mato Grosso, em sua essência, mas sempre com o olhar sensível às outras áreas cruciais para a sociedade.

Diante da grave ameaça à democracia e por sermos a favor dos direitos humanos, por defendermos a luta dos LGBTs e por denunciar qualquer forma de segregação: o racismo, o machismo, a xenofobia; o Muvuca Popular decide não ser neutro nessas eleições presidenciais.

Não vamos apoiar nenhum partido nem nenhum político. Mas, não nos manteremos à margem, por isso, vamos aderir a campanha #EleNão e nos posicionar contra a candidatura de Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL).

Nós temos lado e responsabilidade enquanto veículo de imprensa. Não nos esquivaremos de nos posicionar neste grave momento para a democracia no Brasil.

Porém, esse editorial não se dedica a "atacar" ninguém. Nós queremos, sim, propor um diálogo e uma reflexão com os colegas da imprensa ao falar sobre Bolsonaro. Ao lhe dar espaço para reafirmar seus ódios, que nada acrescentam ao debate nacional e se prestam somente a mobilizar seus seguidores, a mídia em geral acaba por consolidar o candidato, que adora posar de vítima.

Que tal, ao invés de dar espaço para as “opiniões” desse candidato sobre a ditadura, mulheres, homossexuais e bandidos, que já são bastante conhecidas; a gente passe a cobrar propostas sobre previdência, dívida pública, responsabilidade fiscal, planos para educação, saúde e saneamento básico, entre outros temas caros para os brasileiros. Ou seja, é preciso tratar Bolsonaro como um candidato qualquer, sem mitificação, que para se eleger precisa convencer o eleitorado que tem as melhores propostas.

Afinal, todos os demais candidatos, goste-se ou não de suas personalidades, concorde-se ou não com seus projetos de governo, possuem propostas democráticas que podem ser debatidas, negociadas, disputadas dentro do Estado Democrático de Direito. Todos eles, ao menos, respeitam a ordem constitucional.

Portanto, muito além da queda de braço entre direita/esquerda, trata-se de constatar que, no atual contexto social, Bolsonaro significa a negação da política enquanto diálogo, pluralismo, tolerância e democracia.

O "coiso" representa um projeto de país injusto, excludente, antidemocrático e genocida. Então, cuidado ao considerar votar em candidato fascista só porque não quer um governo de esquerda, pois muitas vezes, esse 'flerte fatal' é apenas uma desculpa para legitimar outros ódios com os quais você se identifica.

Respeitamos os eleitores que se sentem representados por Bolsonaro, por enxergarem nele uma opção diante de tanta desilusão, corrupção e falta de confiança na classe política. Mas, não caiam em 'fake news' sobre ele ser um candidato honesto, distorções sobre o nazismo e facismo. Precisamos manter a lucidez e cultivar o senso do real. Não dá para "demonizar" história e "queimar" o passado.

Por fim, por acreditar na Democracia e no Estado de Direito, por defender às normas nacionais e internacionais de direitos humanos e por querer um país livre em que todos possam ter o direito de existir com dignidade, o Muvuca Popular adere a campanha #ELENAO #ELENUNCA, e aproveita para chamar para o grande ATO nacional, Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, dia 29 de setembro, às 16 horas, na Praça Ulisses Guimarães, em frente ao Shopping Pantanal, em Cuiabá.

Redação Muvuca Popular


Fonte: MUVUCA POPULAR

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