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Exclusivo: Delação de Alan Malouf incrimina Pedro Taques, cita Mauro Mendes e empresários

Esquema de pagamento através de Caixa 2 foi revelado.

Editoria / MPopular

A proposta confidencial de colaboração premiada junto a Procuradoria Geral da República, formulada por Alan Ayoub Balouf, ex-tesoureiro da campanha do governador Pedro Taques em 2014, foi vazada com exclusividade para o Muvuca Popular.

O documento com mais de mil páginas, cita detalhes escabrosos de um dos casos mais arrepiantes de corrupção no estado, abarcando o bojo da “Operação Rêmora” e “Operação Sodoma”.

Na proposta, Alan confessa que buscou recursos financeiros de empresários e empreiteiros como Juliano Bortoloto, Fernando Minosso, Erivelton Gasques e Erai Maggi. Segundo Malouf o grupo se reuniu diversas vezes, e em algumas houve a participação do próprio Taques, e seu primo, Paulo Taques.

O delator revela também que Willian Mishur, dono da Consignum (empréstimos consignados), teve uma reunião com o grupo arrecadador e ‘esclareceu’ que pagava entre R$500 mil e R$ 1milhão de reais/mês de propina para Silval Barbosa, e queria continuar com seus ‘serviços’. O empresário revela que não concordou com o método, mas o então coordenador jurídico da campanha, Paulo Taques, aceitou de Mishur uma doação de R$ 900 mil não contabilizados, e disse que Pedro Taques sabia da transação.

Para 'esquentar' o dinheiro da doação, o empresário Donizete Aguilera Castrillon, recebeu o montante em espécie e depois fez uma doação oficial para a campanha de Taques no valor de R$ 400 mil. Depois já como governador, Pedro Taques concordou em manter a Consignum recebendo no governo, para 'pagar as doações feitas' pela empresa durante a campanha. O primo do governador, Paulo, chegou a ser citado como beneficiário do esquema. O governador, por sua vez, cumpriu outra parte do acordo mantendo a Consignum por mais 20 meses.

Mauro Mendes

Uma das reuniões do grupo financeiro de Taques, aconteceu na casa do ex-prefeito de Cuiabá e governador eleito, Mauro Mendes (DEM). De acordo com o relato, nessa reunião que teve Mauro Mendes como anfitrião, o empresário Mishur levou um “pernil de carneiro” de presente para Pedro Taques. Pedro e Mauro, na ocasião, eram cúmplices.

A certa altura o documento mostra uma reportagem do site Muvuca Popular, dando conta que o governo recontratou a empresa Consignum, destacando que ela se manteve no governo Taques pagando dobrado a propina que pagava no governo de Silval Barbosa.

A matéria explica que, pelos dois contratos publicados no Diário Oficial a Consignum conseguiu um aditivo de 90 dias, o que garantiu sua participação oficial no governo até o dia 13 de maio. Já no segundo aditivo a empres alongou sua permanência no governo Taques até 13 de agosto, e assim foi indo, por 2 anos.

Sede ao pote

A sede por dinheiro era tanta, que teve empresário sendo ‘visitado’ mais de uma vez pelo grupo para contribuir a campanha de Taques. O dono da construtora HL, uma das que mais receberam obras do atual governo, chegou a chamar atenção de Malouf e Pascoal Santulo Neto (coordenador da campanha de Mauro Mendes). “Vocês precisam se organizar melhor entre vocês”, disse o empreiteiro, ao receber o pedido de dinheiro pela segunda vez. O empreiteiro disse que o primo do governador, Paulo Taques, já havia passado e feito o ‘arrastão’, sendo que Paulo pegou só com este empresário meio milhão de reais, 'por fora'.

O grupo também pagou parte do marketing do governador, sendo que R$ 700 mil saíram via Caixa 2 para o marqueteiro de sua campanha.Além deste, outros casos foram descobertos através de uma planilha citando plano de mídia para diversos veículos de comunicação do estado, com o carimbo 'pago'.

(Continua...)

P.S. Neste sábado e domingo o MPopular dá sequencia a reportagem especial, onde divulgará outra relação de envolvidos.

delação
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Fonte: MUVUCA POPULAR

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