Igreja Batista Getsemâni

EDITORIAL: Temos o compromisso com o jornalismo social e com a Democracia

Nós não temos o compromisso com esse ou aquele governo, como jornalistas, nosso compromisso é com a verdade dos fatos e com a população

Daniela Castro

Jair Bolsonaro (PSL) é o novo presidente da República, o ex-capitão será o oitavo Chefe do Executivo Nacional desde a redemocratização do País, em 1985. Essa é a primeira vez também que o Brasil terá dois militares no comando já que o vice, General Hamilton Mourão, é do Exército.

Com 55,13% (57.797.456) dos votos o deputado venceu em 2.760 municípios do Brasil. Fernando Haddad (PT), recebeu 44,87% (47.040.859) dos votos válidos e levou a melhor em 2.810 cidades.

Esse foi o resultado das urnas. Não foi uma vitória expressiva como querem fazer você acreditar. Eles não são maioria, afinal, mais de 80 milhões de brasileiros não votaram no Bolsonaro, mas metade desse número colaborou com esse resultado, pois são a somatória dos votos brancos, nulos e de quem não compareceu às urnas.

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De qualquer forma, foi feita a Democracia e nós, do Muvuca Popular, respeitamos e prezamos profundamente a vontade soberana do povo. Portanto, reconhecemos a vitória do ex-capitão do Exército. Porém, seguindo a coerência de nossas decisões editoriais, firmamos aqui o nosso compromisso com a Democracia, logo, vamos seguir vigilantes.

Nós não temos o compromisso com esse ou aquele governo, como jornalistas, nosso compromisso é com a verdade dos fatos e com a população, que é, diariamente, bombardeada por notícias, muitas falsas, como se descobriu nesse segundo turno. A informação sempre foi uma arma poderosa e na era digital, se você não tem o domínio sobre ela cria-se ‘fake news’ para confundir e ludibriar.

Nós entendemos que a vitória de Jair Bolsonaro não é o fim, mas o início de uma resistência a tudo de ruim que ele prometeu durante a campanha. Nós queremos seguir tendo a liberdade de imprensa, por exemplo, um dos maiores símbolos democráticos; para quem não conhece a história, o período da Ditadura Militar foi marcado pela censura, por isso, na época dos governos militares, o Brasil era retratado como o ‘país das maravilhas’.

Como cidadãos, temos esperança que Bolsonaro volte atrás e mude o tom de ódio e de violência como o que foi usado no discurso na avenida Paulista no domingo (21/10), em que prometeu em seu governo fazer “uma limpeza nunca vista na história desse Brasil” e foi além: “A faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria. Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem bandeira vermelha e a cabeça lavada”.

Um governante de um país democrático que não sabe conviver com críticas e oposição acaba se tornando totalitário e não é isso que os brasileiros querem, mesmo uma parte dos eleitores de Bolsonaro. Infelizmente, a outra parte compactua com todo o discurso de ódio, racismo e homofobia; discurso que criminaliza o pobre e o preto, para essas pessoas o “bandido” tem CEP e, com certeza, está nas favelas e periferias.

Por isso, assim como foi importante assumir um posicionamento político durante a campanha eleitoral, agora também é importante assumir o compromisso com o jornalismo social, com a Democracia e a defesa dos Direitos Humanos. Nós, da redação do Muvuca Popular, queremos a democratização da informação e acreditamos na liberdade de pensamento. Temos o compromisso de informar com cidadania e combatendo às desigualdades.

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Por Redação do Muvuca Popular


Fonte: MUVUCA POPULAR

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