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Quebra de sigilo bancário de Selma Arruda revela depósito de R$ 1,5 milhão não declarado

A ação eleitoral contra Selma foi movida devido a suspeita de que a candidata havia utilizado caixa 2 em suas campanhas

Vitória Tumelero
Redação

Na última semana, o Tribunal Regional Eleitoral enviou um ofício à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil solicitando a quebra do sigilo bancário da senadora eleita Selma Arruda (PSL) e do seu 1º suplente, Gilberto Possamai (PSL), com o prazo de envio de até 10 dias úteis. A juíza aposentada tentou recorrer a decisão, mas foi em vão e agora terá que explicar à Justiça Eleitoral sobre uma movimentação em sua conta no valor de R$ 1,5 milhão.

A ação eleitoral contra Selma foi movida devido a suspeita de que a candidata havia utilizado caixa 2 em suas campanhas, com isso, o também candidato ao Senado, Carlos Fávaro (PSD) entrou com um processo de investigação e de impugnação de candidatura contra a senadora eleita.

Caso seja confirmado que a juíza utilizou verbas indevidas em sua campanha, o mandato de Selma, que ainda nem começou, pode ser cassado pelo TRE. Entretanto, de acordo com a eleita, o valor encontrado em sua conta que não foi declarado não passa de um empréstimo de seu suplente, empresário do Agronegócio, Giberto Possamai.

A senadora afirmou ao jornal O Globo que a situação deve ser explicada no processo, assim como o outro depósito de também R$ 1,5 milhão que foi feito em sua conta. “A origem dos recursos gastos na campanha e na pré-campanha é do meu primeiro suplente. Ele deu R$ 1,5 milhão e eu pedi emprestado mais R$ 1,5 milhão”, alegou.

Além disso, Selma também deve responder à acusação de abuso de poder político e econômico e do uso indevido dos meios de comunicação social, movida pelo advogado Sebastião Carlos (Rede) e pela Procuradoria Eleitoral. A juíza também deve enfrentar problemas em seu partido, pois a senadora deseja assumir a presidência do Diretório Estadual do PSL em Mato Grosso, mas deve enfrentar a resistência e a desunião de seus correligionários.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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