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Criação de novos ministérios é vista “com bons olhos” por Jayme Campos

Bolsonaro quer desmembrar o Ministério do Desenvolvimento

João Negrão, para o Muvuca Popular
De Brasília (Agência RBC News)

 

A criação de dois novos ministérios está posta na mesa principal da sala esquerda do terceiro andar do Palácio do Planalto, de onde despacha o presidente Jari Bolsonaro. A ideia é desmembrar o Ministério do Desenvolvimento e fazer ressuscitar os ministérios da Integração Nacional e das Cidades, extintos pela Medida Provisória 870, editada pelo presidente tão logo assumiu, para reorganizar a administração federal.

A MP 870 reduziu de 29 para 20 o número de pastas, mas a possibilidade de retorno dos dois ministérios está sendo saudada por vários parlamentares. O senador mato-grossense Jayme Campos (DEM) é um deles. “Vejo com bons olhos. Meu partido entende que são dois ministérios que não deveriam ter sido extintos, pois são importantes para as ações em prol das regiões, estados e municípios”, afirmou Campos.

O retorno dos dois ministérios já foi acertado no Congresso Nacional, no bojo da votação da MP 870, que passou por uma comissão especial mista e deverá ir aos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado para votação final. Há quem interprete a concessão do governo de Jair Bolsonaro como uma forma de angariar mais apoio para a aprovação da medida. Mas houve resistência, e a matéria, que deveria ser votada a partir desta semana, foi contida pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia.

Novos ministérios, novos cargos a se negociar. Pelo que se especula, os presidentes do Senado e Câmara fariam as indicações para a Integração Regional e Cidades, dois dos ministérios que mais tiveram verbas nos governos petistas. Por esta razão, foi muito de se estranhar que Rodrigo Maia tenha segurado a votação pelo plenário da Câmara.

Contudo, sabe-se que há fortes manobras para que a retirada do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do titular Sérgio Moro e retorno à pasta de origem, o Ministério da Economia. Maia identificou manobras no sentido de assegurar a Moro o controle do Coaf. Daí a principal razão de segurar a votação.

De todo modo, há avaliações de que, mesmo no plenário, Sérgio Moro não irã conseguir votos necessários para lhe assegurar domínio sobre o Coaf. “O Coaf é órgão do Ministério da Fazenda (agora da Economia, ligado à Receita Federal). Sempre foi assim e assim o é em todos os demais países. E, quando necessário, forneceu informações para todas as investigações. Para quem um ministro com super poderes?”, indagou um parlamentar.  


Fonte: MUVUCA POPULAR

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