Igreja Batista Getsemâni

Taques aparece, diz ser inocente e “culpa” primo e coronel por esquema

Ex-governador afirmou que seu único erro foi estar próximo de pessoas envolvidas

Redação Muvuca Popular
redacaomuvuca@gmail.com

 

Ao aparecer pela primeira vez para uma emissora de televisão depois de ser derrotado nas urnas nas eleições de 2018, o ex-governador Pedro Taques (PSDB) se defendeu das acusações sobre estar envolvido no caso dos grampos ilegais, esquema conhecido como “Grampolândia Pantaneira” cometidos nos anos do seu Governo. Ele disse que seu único "erro" foi estar próximo de pessoas envolvidas, como o primo e ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Taques também destaca em sua versão que relatório da Polícia Federal feito em julho de 2018, nas investigações dos grampos, descarta sua participação no caso. "E o relatório da Polícia Federal diz com base nesses documentos que não tem nenhuma participação minha. A única participação é que sou próximo de outros que estão sendo investigados", disse o ex-governador em entrevista concedida à TVCA, nesta terça-feira (15).

O delegado da Polícia Federal, André Borges, destacou naquele momento que não havia nenhuma prova contra o então governador, mas disse que no desenrolar das investigações poderia aparecer novos fatos. Fatos esses que poderiam apontar envolvimento do ex-governador.

“A exploração preliminar do material contido nos diversos inquéritos policiais encaminhados à Polícia Federal, dentre eles oitivas realizadas e as demais diligências feitas no curso da investigação não apresenta até o presente momento uma prova indiciária robusta, que possa confirmar a hipótese criminal que tenha por fundamento eventual participação do governador do Estado de Mato Grosso, Sr Pedro Taques, nas infrações penais apuradas, apesar disso a Polícia Federal não pode excluir, sem dúvidas, que Pedro Taques não patrocinou ou tinha aquiescência do esquema das interceptações de terceiros em desacordo com disposição legal ou regulamentar”, diz trecho do relatório.

No entanto, o documento mostra indícios da participação do coronel da Polícia Militar, Evandro Lesco, que era chefe da Casa Militar, e Paulo Taques. Ele são apontados como responsáveis pelas interceptações clandestinas executada por policiais militares sem qualquer autorização judicial.

Após Taques perder o Foro Privilegiado, o ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), remeteu o para a 7ª Vara Criminal de Cuiabá três inquéritos da “grampolândia pantaneira”, que investigam o ex-governador


Fonte: MUVUCA POPULAR

Visite o website: https://www.muvucapopular.com.br