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Fake news agridem a democracia e o estado democrático de direito, afirma Dias Toffoli

Afirmação do presidente do STF foi durante o lançamento do Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas

João Negrão, para o Muvuca Popular
De Brasília (Agência RBC News)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) lançaram nesta terça-feira (11) o Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas. A proposta inclui parceiros o Supremo e do CNJ no combate às fake news, entre os quais representantes da mídia, entidades da área da Justiça e sites de checagem.

O trabalho do Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas será checar dados e informações falsos, inicialmente acerca dos atos do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. O Painel passa a agregar a campanha #FakeNewsNão, lançada em fevereiro pelo CNJ, que objetiva identificar e impedir a circulação de informações, esclarecendo a sociedade sobre os danos que elas causam.

“As notícias falsas são especialmente graves quando praticadas contra o poder Judiciário, que lida diariamente com questões sensíveis, muitas de grande repercussão em todas as áreas. Distorcer o teor de suas decisões, suas práticas, pode afetar a vida de muitas pessoas, além de colocar em risco a credibilidade de instituições essenciais”, disse o ministro Dias Toffoli. 

Para ele, as fake news preocupam todos os brasileiros, pois afetam a democracia e o estado democrático de direito. O presidente do STF e do CNJ destacou ainda que as notícias fraudulentas são mais graves quando atingem o poder Judiciário. E citou estudos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, que revela que, no Twitter, notícias falsas têm 70% mais chance de serem retuitadas que as notícias verdadeiras.  

Participam do Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas os profissionais dos sites de checagem de notícias, como Migalhas, UOL-Confere, Aos Fatos e Boatos.Org, além de portais de informações sobre o Judiciário, como Jusbrasil, Jus Navigandi, Conjur e Jota. Serão consultoras a Associação Nacional de Jornais, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Fundação Getúlio Vargas e a Ordem dos Advogados do Brasil.  

“É uma batalha em defesa da nossa democracia, da nossa soberania. Muitos países do mundo estão tratando isso como tema fundamental, para que não sejamos colonizados por uma forma de comunicação à margem de qualquer controle da lei e Justiça e que promova uma desestruturação da ordem que construímos nesse país”, disse o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. “É preciso saber a quem serve a manipulação das notícias falsas, e isso deve ser respondido por quem manipula as mentiras em tempo real”, acrescentou.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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