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Funcionário é chamado de “preto fdp” por diretor do Creci e registra BO

Augusto César da Silva deve processar o vice-presidente Claudecir Contreira por injúria racial

Helena Corezomaé
redacaomuvuca@gmail.com

O servidor Augusto César da Silva, 40 anos, registrou um boletim de ocorrência (BO) contra o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci/MT), Claudecir Contreira, por injúria racial, preconceito e racismo.

Conforme a denúncia, em uma conversa com um funcionário, Contreira teria se referido a Augusto como “preto filho da p…”, o que é considerado crime racial que se enquadra na Lei nº7.716, de 5 de janeiro de 1989, com previsão de prisão e indenização.

Ainda segundo o BO, durante o expediente Contreira começou a cobrar atualização de um aplicativo que estava atrasado e pedia para que o Conselho contratasse outro funcionário, pois Augusto poderia “bater as botas”.

“Contreira como diretor-secretário do CRECI-MT, sempre me cobrava às atualizações do aplicativo e também a atualização dos contatos dos corretores. Inúmeras vezes disse para que o Conselho contratasse outra pessoa para que eu passasse tudo de sistemas, já que amanhã ou depois eu poderia ‘bater as botas”, relatou em denúncia.

As declarações de racismo foram feitas em áudios, que foram descobertos por acaso, quando Augusto foi arquivar documentos. “Eu não sabia de nada, só percebi quando fui ouvir gravações de sessões e pronunciamentos”, disse o servidor.
Confira o aúdio:

Ainda segundo a vítima, ele já providenciou um advogado e entrará com ação de reparos e danos. Além disso, também vai encaminhar ofício ao atual presidente da autarquia federal para conhecimento e pedido de posicionamento.

Outras irregularidades 

No início do mês, 9, Claudemir que é proprietário da imobiliária Conttato Imóveis foi flagrado ferindo a lei federal 6530/78, enquadrando-se na Lei de Contravenções Penais, ao permitir que cinco pessoas não credenciadas, sem inscrição no Creci/MT e, portanto irregulares, atuassem como corretores de imóveis, em Mato Grosso.

Numa fiscalização que se originou após denúncias desses fatos, a fiscalização constatou o exercício ilegal da profissão pelas cinco pessoas. Os fiscais do Creci/MT, como ocorre frequentemente nas operações de rotina, esteve acompanhada de agentes da Delegacia do Consumidor (Decon). Quatro dos cinco envolvidos não foram encontrado na Imobiliária Conttato, mas um deles, P.D.R.S foi encaminhado pera depoimento, ouvido e liberado.

O maior problema em questão é que o vice-presidente é contumaz nesse tipo de ilegalidade. Em 2017, por exemplo, Contreira sofreu fiscalização e, na condição de membro diretor do Creci, reagiu com truculência e ainda quis demitir fiscais concursados. Ao permitir que seus colaboradores exerçam a profissão ilegalmente, Contreira fere todos os princípios legais e éticos – o que pode lhe valer sanções administrativas internas.

Por inúmeras vezes, como vice-presidente e ex-secretário do Creci, ele mandou fazer ofensivas contra empresas e contra profissionais autônomos, mas quando foi ele a dar o mau exemplo, ele reagiu atacando os diretores da entidade, declarando a jornalistas sofrer perseguição.

Veja aqui o Boletim de Ocorrência na íntegra:

bo

 

 


Fonte: MUVUCA POPULAR

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