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Pesquisadores da UFMT desenvolvem larvicida que elimina Aedes aegypti em minutos

Produto mata 100% das larvas do mosquito e ainda mantém local protegido por 30 dias

Redação
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Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) / Foto: Reprodução

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desenvolveram um novo produto de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A substância utiliza quatro moléculas derivadas do indol que, quando diluídas em água, são capazes de eliminar 100$ das larvas presentes na água parada em até uma hora, além de manter o local protegido por até 30 dias.

A pesquisa foi realizada pelos professores Marcos Antônio Soares, doutor em Microbiologia, e  Lucas Campos Curcino Vieira, doutor em Química Orgânica Sintética, com a participação de mais dois alunos de doutorado, dois alunos de mestrado e um de graduação. A equipe já solicitou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de patente do produto larvicida.

Segundo o professor Marcos, produto é eficiente pois atinge o mosquito durante a sua forma mais sensível, porém, o controle da população não é eficaz com apenas um mecanismo de combate. “Nós desenvolvemos uma ferramenta extremamente eficiente para ser utilizada simultaneamente com outros métodos. É importante que tenhamos um controle para eliminar a fase adulta do inseto e que cada um dos cidadãos faça a sua parte”, afirmou.

Ademais, o docente ressalta também que a substância é ecologicamente amigável, ou seja, atinge seletivamente larvas do mosquito Aedes aegypti, e pode ser utilizado tanto em ambientes já contaminados, quanto para a prevenção.

Conforme a pesquisadora Janaina Rosa de Souza, o interesse propor o uso de substâncias larvicidas que controle a população do mosquito surgiu a partir do princípio de eliminar um inseto vetor de três doenças infecciosas, sendo capaz de gerar um impacto direto na melhoria da saúde pública.

“A ferramenta foi desenvolvida pelo elevado número de casos de doenças causadas pelo vetor, tanto em nível estadual como nacional. Deste modo, resolvemos buscar novos compostos e moléculas que fossem eficientes como larvicidas para controlar o crescimento destes insetos”, declarou.

No Brasil, os casos de dengue cresceram 339% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação (LIRAa) de 2019 indica que 994 municípios podem ter surto de dengue, zika e chikungunya. Em Mato Grosso, a capital Cuiabá e as demais cidades estão em um nível de infestação considerado de risco.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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