Igreja Batista Getsemâni

Evangélica embolsava dinheiro do dízimo em Tangará

Igreja mandou tesoureira para a cadeia

José Marcondes
Muvuca Popular

 

A Igreja Pentecostal Deus é Amor mandou para cadeia a evangélica Maria Aparecida (cujas iniciais são M.A.D.S.C.). A fiel trabalhou como tesoureira voluntária do templo localizado no bairro Vila Alta, em Tangará da Serra, e conforme consta nos autos, o cofre foi saqueado no período de 25 de fevereiro de 2010 até 18 de fevereiro de 2013 na quantia aproximada de R$14mil.

Ainda segundo os autos, Maria Aparecida tinha a função de recolher o dízimo dos fiéis e no ato do recebimento deveria lançar o valor no Cartão de Dízimo de cada fiel, bem como no Livro dos Dízimos pertencente a “Deus é Amor”.  O dinheiro recolhido deveria estar no cofre da igreja (também chamado de gazofilácio), mas era embolsado pela tesoureira.

A desconfiança surgiu quando uma das fiéis, idosa, doou R$500,00 e o dinheiro não foi encontrado no caixa. O cofre só pode ser aberto por seis conselheiras, que sabem parte da senha e tem as chaves do local, e onde nem mesmo o pastor tem acesso. O que pesou contra a tesoureira foi que acusou a outra evangélica de mentira quanto a doação dos R$500,00 (na verdade foram R$480,00).

A desconfiança levou a uma auditoria, e foram apuradas inconsistências nos pagamentos dos dízimos, e também relatos de outras doações que não entraram nos registros ou foram encontrados no cofre-forte. Segundo consta, a ex-tesoureira impedia que os fiéis depositassem o dinheiro diretamente no cofre e os mandava deixarem as ofertas na sua mesa, e quando o dinheiro estava acondicionado em envelopes ela os abria.

A Igreja Pentecostal Deus é Amor levou o caso à Justiça em agosto de 2014. O caso caminhava para absolvição por falta de provas, pedida pela defesa da ex-tesoureira, ou ainda ao arquivamento por prescrição, pedido pelo Ministério Público. Porém, a “Deus é Amor” entrou com recurso para prosseguimento da ação penal. A juíza concordou com os argumentos feitos pela “Deus é Amor”, e parcialmente com o Ministério Público para suavizar a pena.

A juíza Anna Paula Gomes de Freitas, da 2ª Vara Criminal de Tangará da Serra, condenou a ex-tesoureira a pena de 11 meses de reclusão, substituída pelo pagamento de três salários mínimos (R$3,1 mil) e a prestação de serviços comunitários por 11 meses. Mas a condenada Maria Aparecida poderá recorrer da decisão em liberdade. A decisão foi publicada hoje (22).


Fonte: MUVUCA POPULAR

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