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Deputado vê como “inversão” vacinação de presos antes das forças policiais

Medida polêmica foi proposta pelo Ministério da Saúde

Matheus Maurício
redacaomuvuca@gmail.com

Assessoria

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Deputado João Batista

 

O deputado estadual João Batista do Sindspen (Pros), afirmou nesta sexta-feira (5), que discorda da determinação do Ministério da Saúde, para que presos sejam imunizados antes das forças policiais. Conforme previsto pela pasta nacional, reeducandos “passariam” na frente de outros grupos da população, como os trabalhadores da segurança pública de modo geral.

"Sou totalmente contra essa inversão, não faz sentido um policial penal ou um servidor do sistema penitenciário que tem acesso ao preso e a sociedade, ser vacinado depois. O correto é que todas as forças policiais sejam prioridade na imunização", pontuou o parlamentar.

O político citou que não é contra a vacinação de presos, apenas discorda da inversão de prioridades na decisão do Ministério da Saúde. “Não vai adiantar de nada vacinar quem está lá dentro, eles estão parados. Tem que vacinar os trabalhadores, que saem de casa e se colocam em risco todos os dias”.

Por determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pasta decidiu colocar números ao lado de cada grupo para deixar claro que a lista se referia à ordem dos grupos prioritários. Conforme as determinações da Saúde, presos aparecem na 17º posição na fila de prioridade. Eles estão à frente dos agentes que trabalham no sistema carcerário (18º) e também das forças de segurança e salvamento (21º), além de vários outros grupos da população brasileira.

Na avaliação de João Batista, representante da categoria dos policiais penais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a medida não é sem sentido.

"É totalmente sem lógica, que pessoas que praticaram crimes sejam priorizadas, enquanto que o Brasil até o momento não atingiu 3% da população vacinada", concluiu o parlamentar.

*Com assessoria 

 


Fonte: MUVUCA POPULAR

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