Casos de malária aumentam 195% após instalação de garimpo ilegal em Aripuanã (MT) | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019

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Casos de malária aumentam 195% após instalação de garimpo ilegal em Aripuanã (MT)

Em 2018, foram registrados 180 casos da doença. De janeiro a outubro deste ano, foram 532

Cláudio Alfonso e Sérgio Gouvea/TV Centro América

Garimpo Ilegal

Garimpo ilegal fechado em operação tinha quadrilha que extorquia garimpeiros em Aripuanã

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta que os casos de malária aumentaram 195%, entre 2018 e 2019, em Aripuanã, a 976 km de Cuiabá. No ano passado foram registradas 180 notificações da doença. De janeiro a outubro deste ano, foram 532 novos registros.

A SES afirma que esse aumento, provavelmente, está relacionado à instalação do garimpo ilegal, na região. Ainda segundo a secretaria, essa quantidade de casos é considerada surto da doença, no município.

Na tentativa de conter estes índices, a Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, juntamente à Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, está monitorando o município desde junho.

Diversos treinamentos, sobre o uso de microscópios e identificação de vetores estão sendo ministrados. Ainda este mês, será realizada uma capacitação aos profissionais da saúde sobre diagnóstico e tratamento do paciente com malária.

O prefeito Jonas Rodrigues da Silva (PR) afirma que os casos estavam sendo acompanhados pela Secretaria Municipal de Saúde dentro do garimpo. Segundo ele, o risco de novas contaminações aumentou após a desocupação da área.

"Quando eles estavam no garimpo, estavam sendo monitorados, agora perdemos o controle e o risco de infecção é maior", afirmou ele.

 

Fechamento do garimpo
Na segunda-feira (7), a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as forças de segurança do estado interditaram o garimpo ilegal que estavam funcionando no município.

Até o momento mais de 700 pessoas foram retiradas do garimpo. A maior parte foi levada para um parque de exposições da cidade. Equipamentos foram queimados e os buracos foram fechados com explosivos.

Só depois da desocupação total do garimpo é que os órgãos de controle ambiental vão poder entrar no local e avaliar o prejuízo causado ao meio ambiente.

 

Ocupação da cidade
Após a expulsão da área de exploração ilegal, os garimpeiros ocuparam as ruas do centro da cidade. A avenida principal foi bloqueada e outros veículos foram impedidos de passar. O comércio fechou as portas.

Até a polícia só consegue abastecer as viaturas com escolta, por causa do risco de ataques. O prefeito decretou 'situação de emergência' no município.

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